O REINO ANIMAL
8 volume


MAMFEROS
(8 volume)


Artiodctilos [ou Paraxonianos]


Esta ordem inclui todos os Mamferos terrestres herbvoros, possuidores de nmero par de dedos - dois ou quatro - geralmente guarnecidos de cascos; quando existe 
um segundo par de dedos visvel exteriormente, este  muito pequeno e rudimentar. A ordem dos Artiodctilos  dividida em trs subordens: os no ruminantes, que 
no possui quatro dedos e o estmago simples (Sudeos e Hipoptamos); os camelos e as lamas (Tilpodes), cujos dedos apresentam unhas em vez de cascos, estmago 
composto e geralmente cornos, pelo menos num dos sexos (antlopes, bfalos, bois, carneiros, girafas e veados). [So considerados duas subordens, visto que os Tilpodes 
so, na verdade, ruminantes, digitgrados.]
Os Sudeos so animais de corporatura mdia, membros curtos, com apenas um par de dedos mdios a tocar no solo. A extremidade do comprido focinho  mvel, a pelagem 
geralmente grosseira ou dispersa e a dentio completa: os caninos so fortemente recurvados para fora, servindo como arma de defesa, e os molares possuem coroa 
eriada de numerosos tubrculos. So animais omnvoros e extremamente prolficos, conseguindo prosperar nas condies mais diversas. No javali da Europa, Sus scrofa, 
a pelagem  dura e grosseira, dos adultos  cinzento-acastanhada ou negra, enquanto nos leites  raiada. Os velhos machos so temidos, pelos graves ferimentos que 
podem causar com as suas defesas. O porco domstico deriva [em parte] desta espcie [assim com o Sus vittatus]. A espcie pequena, o javali-ano, Porcula salvania, 
no atinge 30 centmetros. O babirussa das Celebres, Babyrousa babyrousa,  um sudeo completamente nu e de membros alongados. Os seus caninos superiores rompem 
obliquamente para cima, atravs do maxilar e da pele, recurvando-se para trs, de modo a formarem um arco  frente dos olhos. As defesas inferiores crescem na mesma 
direco.
Os javalis africanos compreendem o grotesco facochero, Phacochoerus aethiopicus, das savanas, as espcies das matas, caracterizadas pela pelagem ruiva, do gnero 
Potamochoerus, e o gigantesco javali-negro-das-florestas, Hylocherus meinerzhageni.
Os pecaris, diferem dos outros sudeos por vrios caracteres. Possuem nmero mais reduzido de molares e somente trs dedos nas patas posteriores. Os caninos superiores 
no se desenvolvem em defesa. Tm, por outro lado, uma pequena cauda rudimentar e estmago complexo. O pecari-de-colar, Dicotyles tajacu, encontra-se espalhado desde 
o Arcansas  Patagnia. O grande-pecari, Tayassu-pecari, que vive agrupado em varas,  considerado perigoso. [As duas espcies so nomeadas, no Brasil, por "caitetu", 
a primeira, e "queixa", a segunda.] 
A famlia dos Hipopotamdeos  representada pelo hipoptamo vulgar, Hippopotamus amphibius, e pelo hipoptamo-ano, Choeropsis liberiensis. Caracterizam-se por uma 
estrutura corporal espessa, pele nua, focinho largo, patas macias, cujos quatro dedos atingem o solo, e desenvolvimento dos incisivos em forma de defesa. O hipoptamo 
comum, actualmente em grande decrscimo - consequncia da caa de que  vtima, para obteno da carne e das defesas. Sai da gua geralmente durante a noite, para 
ingerir grandes quantidades de ervas e de outras plantas luxuriantes. As narinas, olhos e orelhas salientando-se na cabea, o que lhe permite respirar, ver e ouvir, 
enquanto todo o resto do corpo se mantm imerso. Os velhos machos atingem 4 metros de comprimento e perto de 4 toneladas de peso.
O hipoptamo-ano, cujo comprimento no vai alm de 1,50 metros,  um animal menos aqutico do que a espcie anterior e no se rene em grupos.
Os Ruminantes digitgrados ou Tilpodes constituem a famlia dos Cameldeos (camelos e lamas). Os seus representantes possuem dois dedos, com unhas em todas as patas. 
As almofadas plantares so chatas e resistentes; o pescoo  comprido e o estmago complexo [com quatro cavidades especializadas]. A dentio  geralmente completa: 
alm dos molares, existem, em ambos os maxilares, incisivos e caninos.
Os camelos, possuem duas bossas, pelagem rude, lanosa, e cauda terminando por um pequeno tufo de plos. So animais de grande corporatura. O camelo de uma s bossa 
ou dromedrio, Camelus dromedarius, que no se conhece no estado selvagem,  um animal domstico praticamente indispensvel em regies desde a frica do Norte at 
 ndia. O camelo de duas bossas, Camelus bactrianus,  mais alto e de pelagem mais comprida e densa. Esta espcie  conhecida, principalmente, como animal domstico. 
A faculdade de percorrerem grandes distncias, transportando pesadas cargas, contentando-se como um mnimo de alimentos e de gua, confere s duas espcies um valor 
inestimvel, nas regies desrticas e de estepes.
As lamas do Novo Mundo no possuem bossa, a cauda  curta e a pelagem densa e lanosa. Do mesmo modo que os camelos, o estmago  complexo.
A espcie domstica que vive no Peru, branca ou preta, utilizada como animal de carga,  a lama propriamente dita, Lama glama, enquanto a alpaca, L. pacos, domstica 
tambm,  criada essencialmente pelo valor da l. Como espcies no estado selvagem, existem o guanaco, L. huanacus, das pampas meridionais, e a vicunha, mais pequena, 
L. vicugna, que habita os Andes Setentrionais e  castanha-clara, tmida e veloz, vivendo em rebanhos.
[Os Ruminantes ongulgrados compreendem a maioria dos Artiodctilos, constituindo numerosas famlias.]
Os Traguldeos distinguem-se pela ausncia de cornos em forma de defesa; por outro lado, o estmago possui somente trs compartimentos em vez dos quatro dos restantes 
ruminantes. Os kanchiles (Tragulus), no ultrapassam 30 centmetros de altura e a pelagem  castanho-avermelhada. O Tragulus meminna, distingue-se pela pelagem malhada. 
A espcie da famlia cora-porcina, Hyemoschus aquaticus, um pouco maior do que as espcies precedentes e transformada quase em animal aqutico.  famosa entre os 
negros pela astcia com que evita os perigos.
O almiscareiro, Moschus moschiferus pertence  famlia dos Mosqudeos;  igualmente desprovido de cornos, e o macho possui tambm enormes caninos, que chegam a atingir 
sete centmetros. O macho apresenta, no ventre, uma bolsa especial que segrega o almscar, to apreciado desde a mais alta Antiguidade, como base da maioria dos 
perfumes. O almiscareiro , de certo modo, intermedirio entre os Traguldeos e os Cervdeos.
As famlias dos restantes Ruminantes ongulgrados caracterizam-se todas pela presena de estmago dividido em quatro compartimentos digestivos, presena de cornos, 
pelo menos nos machos, a ausncia total de incisivos superiores, em substituio dos quais se observa, no palato, uma zona endurecida que, opondo-se aos incisivos 
inferiores, permite a estes animais cortar e arrancar ervas e folhas. Distinguem-se quatro famlias: Cervdeos (veados), Girafdeos (girafas e ocapia), Antilo-caprdeos 
(pronghorn ou antlopes de forquilhas) e Bovdeos (bois, carneiros, cabras, antlopes), etc.
As coroas dos dentes de todos os animais so guarnecidos de crescentes de esmaltes (Selenodontes) e de sulcos longitudinais que lhes permitem, graas aos movimentos 
laterais do maxilar inferior, mastigar perfeitamente os alimentos vegetais.
O carcter mais tpico dos Cervdeos so os cornos, que, excepto raros casos (rena e caribu) existem apenas nos machos. Estes cornos diferem em relao aos dos Bovdeos 
pela sua estrutura ssea macia e ausncia de bainha crnea; so substitudos anualmente. Todos os anos, geralmente na Primavera, duas pequenas formaes se desenvolvem 
sobre as salincias sseas do frontal, muitssimo vascularizadas; estas formaes crescem depressa, em regra ramificando-se vrias vezes at que a armao se constitui 
totalmente. O macho comea ento a poli-la, o que faz habitualmente contra os troncos das rvores, que chegam a descascar por completo, sucedendo o mesmo com a prpria 
armao; finalmente, os cornos esto aptos a servir de arma ofensiva durante o perodo outonal do cio.
Como na sua maioria os Cervdeos so polgamos, este perodo  ocasio de lutas violentas,  custa das quais o macho fica na posse do maior nmero possvel de fmeas. 
No fim do Inverno, os cornos tornam-se ocacilantes, acabando por descair-se e cair. Algumas semanas mais tarde, os que os substituem comeam a desenvolver-se. As 
ramificaes variam de tamanho e de forma, consoante as espcies, desde simples pontas com alguns decmetros de comprimento, como  o caso do cabrito-monts, at 
vastas armaes, fortemente ramificadas, que podem atingir 1,50 metros de extenso. As ramificaes tornam-se, ano aps ano, mais complicadas, at que o cervo atinge 
o crescimento completo. Dentro da mesma espcie, o desenvolvimento da armao est subordinado, em grande parte,  natureza e abundncia dos alimentos.
Os machos de todos os Cervdeos possuem armao e, em geral, uma glndula produtora de almscar, entre os dedos das patas posteriores. Os cervos tm habitat muito 
variado e so famosos pela velocidade e potncia do salto; como acontece na maior parte dos animais corredores, os jovens nascem num estado tal de desenvolvimento 
que, aps alguns dias, podem facilmente seguir a me.
Os veados muntjacs (Muntiacus) so pequenos cervos avermelhados, com caninos em forma de defesa e curta armao, que cresce sobre desenvolvidas salincias sseas.
O Elaphodus cephalophus, estreitamente aparentado com os precedentes,  quase completamente desprovido de armao. O cervdeo mais comum nos parques europeus  o 
gamo, Dama dama, se encontra no estado selvagem. A nica verdadeira espcie selvagem  o gamo da Mesopotnia, hoje muito raro, Dama mesopotmica. Os gamos so cervdeos 
de tamanho mdio, cuja armao termina por uma formao achatada e larga, guarnecida de numerosas pontas curtas. A colorao da pelagem  muito varivel, por outro 
lado, observam-se, com certa frequncia, casos de malanismo e de albinismo.
O samba da ndia ou cervo-de-aristteles [Rusa unicolor]  um animal corpulento - a altura no garrote atinge 1,30 metros - de cor castanho-escuro e provido de comprida 
e larga armao com trs ramos, que pode atingir o comprimento de 1,25 metros. No gnero prximo, Rucervus, o primeiro ramo lateral da armao cresce acima da testeira. 
A espcie mais notvel  o cervo de Schomburgk (R. schomburgki), que possui armao extremamente bifurcada. Esta espcie goza - ou, melhor, gozava, j que provavelmente 
est hoje extinta - do raro privilgio de no ter sido nunca observada no estado selvagem! A facilidade com que certos veados se adaptam a um novo meio, como no 
caso do sika, Cervus niponicus.
O nosso veado vulgar, Cervus elaphus, de 1,20 metros ou mais de altura no garrote, e provido de uma armao com 10 a 12 pontas ou galhos. Um dos maiores Cervdeos 
 o veado do Canad ou wapiti, C. canadensis, cuja altura pode ir alm de 1,60 metros no garrote, e possui magnfica armao, que pode atingir o comprimento idntico 
quele valor. Na actualidade, est confinado principalmente nos parques nacionais.
O milu ou veado-do-padre-david, Elaphurus davidianus, possui armao curiosamente constituda, com um galho que se destaca em linha recta para trs e que, segundo 
se afirma, se renova duas vezes por ano. O mais bem conhecido de todos os cervos dos Estados Unidos  o de cauda branca, designado tambm por "veado-da-virgnia" 
ou "cariacu", Odocoileus virginianus;  de corpulncia mdia e possui armao curta com numerosas ramificaes. Vive de preferncia nas florestas. 
Os veados da Amrica do Sul compreendem espcies cuja corpulncia varia desde a do cervo-dos-pntanos ou guau-pucu, Blastocerus dichotonus, que atinge 1,20 metros 
de altura,  do pequeno Rudu pudu, cuja armao  reduzida a pequenas pontas, e no ultrapassa os 37 centmetros no garrote, sendo o mais pequeno de todos os cervos 
conhecidos. [No Brasil, h, pelo menos, seis espcies, de entre as quais se salientam: o veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus), o veado-galheiro (Odocoileuus suacuapara) 
e o veado-mateiro (Mazama rufa).] Os maiores representantes da famlia so os alces da Amrica e da Europa, respectivamente Alces americano e A. alces. O alce do 
Alasca atinge dois metros de altura no garrote e a armao tem a envergadura de 1,95 metros. So animais de florestas, que se alimentam das folhas colhidas nas rvores 
com os seus lbios compridos e mveis. Frequentam tambm os cursos de gua e lagos para comerem as plantas aquticas, ficando reduzidos no Inverno. A rena (Rangifer 
tarandus) e o caribu (R. arcticus), distinguem-se de todas as espcies de cervdeos pela presena de armao nas fmeas. Possuem cascos largos e chatos, que lhe 
permitem deslocar-se com facilidade sobre a neve e procuram, no Inverno, os lquenes que subsistem debaixo dela. A rena da Europa  um animal de carga indispensvel 
aos lapes, fornecendo-lhes ainda carne, leite e a pele, que destinam  confeco do vesturio.
O cabrito-monts (Capreolus capreolus), pequeno mas dotado de grande vivacidade, distinguem-se pela armao curta e erecta, e pelas variaes da pelagem. S muito 
raramente estes animais se afastam das florestas, que lhe oferecem abrigo e relativa segurana. [Em Portugal, est representado pela subespcie canus, e tem o nome 
vulgar "cabrito-monts".] O pequeno cervo-aqutico ou hidropote (Hydropotes inermis) que e desprovido de armao. Atinge 70 centmetros de altura e possui grandes 
caninos em forma de defesa.
A famlia dos Girafdeos, compreende dois gneros caractersticos, cujos representantes so providos de cornos curtos, completamente recobertos pela pele; no possuem 
nem caninos superiores nem cascos laterais. A girafa, Giraffa camelopardalis, o pescoo, extenso, que, todavia,  constitudo pelo nmero normal de vrtebras cervicais, 
ou sejam sete, as pernas desmesuradas, o dorso oblquo e a cauda terminada por comprido tufo de crinas so caracteres bem conhecidos de todos. Ambos os sexos possuem 
dois pequenos cornos de cerca de 15 centmetros de comprimento, precedidos na fronte por uma bossa, designada, por vezes, terceiro corno. A pelagem, ornada de malhas 
castanhas ou amarelas, separadas por intervalos de cor branca, dissimula de tal modo a nitidez do seu contorno que uma manada destes animais dificilmente ser assinalada, 
 distncia, no meio de um grupo de accias, rvores que constituem a sua principal fonte de alimentao. A enorme altura das girafas, que chega a atingir 5,50 metros 
nos adultos, permite-lhes colher os ramos e folhas altas.
As diferentes subespcies de girafas distinguem-se principalmente pela cor e dimenses das malhas da pelagem. Pretende-se habitualmente garantir que as girafas so 
mudas; foi j possvel, porm, observar que emitem alguns sons.
O ocapia, Okapia johnstoni, tm pescoo e as patas so de propores aproximadamente normais e somente o macho tem cornos. A pelagem, aveludada,  de cor castanho-avermelhada-escur
a, mas a superior dos membros e a garupa so listrados de preto e branco, enquanto a parte inferior  inteiramente branca.
O pronghorn (Antilocapra americana) ou antlope de forquilhas das pradarias norte-americanas, representantes da famlia dos Antilocaprdeos, distinguem-se de todos 
os outros Ungulados pela presena de cornos bifurcados constitudos por um eixo sseo macio, revestido por bainha crneo caduca e reconstituda todos os anos.  
um famoso corredor, que pode atingir velocidades de 60 a 80 quilmetros por hora e at mais.
A famlia dos Bovdeos compreende todos os ruminantes possuidores de cornos permanentes no ramificados, cobrindo cavilhas sseas, situados sobre os ossos frontais. 
Os caninos superiores no existem e os molares tm coroa alta. Os mais teis de todos os animais domsticos pertencem a esta famlia.
Dentre as espcies de maior corporatura citam-se os bois selvagens e os bfalos, que so caracterizados pelo focinho nu e largo e pela ausncia de glndulas, tanto 
na face como nas patas; as fmeas, do mesmo modo que os machos, possuem cornos. So animais de constituio robusta, que vivem em manadas e se alimentam de ervas. 
Como defesas, confiam geralmente na sua fora e no nmero de indivduos da manada. Admite-se que o auroque ou uro, Bos primigenius,  o ancestral do nosso boi domstico. 
O gaur, Bos gaurus, atinge a altura de 1,90 metros no garrote. Possui cornos lisos, cuja envergadura pode atingir 1,10 metros. Cr-se que o gaial domstico do Assam 
e da Birmnia  dele derivado.
O iaque, Poephagus grunnins, que atinge a altura de 1,75 metros e tem pelagem comprida, sendo utilizado como animal de carga. O mais pequeno representante deste 
grupo  o anoa, Anoa depressicornis, das Celebes, que no ultrapassa os 90 centmetros.
Os bisontes representam um grupo distinto. O bisonte-americano, Bison bison, distingue-se do bisonte pela enorme cabea, e as largas espduas, que parecem mais desenvolvidas 
pela presena da comprida pelagem em forma de crineira que as cobre. A espcie europeia, B. banasus, visente ou zubre, um pouco mais elegante. O bisonte da Amrica 
 erradamente designado por buffalo pelos Americanos.
Os bfalos propriamente ditos so habitantes do Velho Mundo. O bfalo da ndia, ou arni, Buvalus bubalis, atinge 1,80 metros de altura no garrote e possui cornos 
desmedidamente compridos (o maior comprimento registado  de cerca de 2 metros). Vivem em manadas que no hesitam em atacar o prprio tigre. O bfalo domstico, 
 de menor corporatura. O bfalo negro, Bubalus caffer, possui dois cornos extraordinariamente largos na base, que podem atingir a envergadura de 1,40 metros.  
considerado o mais perigoso de todos os animais de caa grossa. [A subespcie manus, de floresta,  conhecida em Angola pelo nome de pacaa, igualmente perigosa, 
quando ferida.]
Os carneiros e as cabras selvagens constituem um outro grupo distinto: caprinos-ovinos. Possuem o lbio superior fendido, guarnecido de plos, e cornos estriados 
transversalmente, em regra recurvados ou espiralados, que nas fmeas so reduzidos. So mais pequenos do que os bois em geral, e vivem principalmente nas montanhas, 
j que podem contentar-se com um regime alimentar muito pobre. So quase todos excelentes trepadores, podendo deslocar-se ao longo dos declives rochosos mais inacessveis.
Nos carneiros selvagens, os grossos cornos crescem em espiral. Tm glndulas na face e nas patas, e os machos no possuem barbicha. A pelagem  normal, enquanto 
nos carneiros domsticos, Ovis aries, a l, ou seja o velo interior, predomina. O nico carneiro da Europa  o muflo, Ovis musimon. O argali, Ovis ammon, atinge 
a altura de 1,20 metros no garrote e possui enormes cornos; a espcie conhecida pela designao de muflo-de-marco-polo, Ovis polei, tem ainda maiores cornos, que 
chegam a medir 1,88 metros ao longo da curvatura. O muflo do Canad ou bighorn da Amrica do Norte, O. canadennsis, quase to corpulento como o argali, possui cornos 
bastante mais curtos. O muflo africano ou arui, Ammotragus lervia, cuja pelagem  muito comprida no peito e nos membros anteriores.
Nas cabras, Capra, os machos ou bodes possuem barbicha. Podem existir glndulas faciais e os cornos no se encurvam para fora, como no caso dos carneiros. A cabra-selvagem, 
Capra hircus, e a das altas montanhas da Europa e sia, Capra ibex, so estreitamente aparentadas, e possuem, uma e outra, cornos recurvados e estriados. Os cornos, 
por vezes com o comprimento de 1,62 metros, da cabra-de-falconer ou Markhor, Capra falconeri, so espiralados. Os kemas-thar, Hemitragus, tm cornos curtos de seco 
triangular e so desprovidos de barbicha.
U grupo distinto - o dos Rupricaprinos -, constitudo por animais de cornos curtos, recurvados ou em linha recta, mas terminando sempre em gancho, nos dois sexos, 
 constitudo pela camura, pelo goral, o serovo e a cabra das Montanhas Rochosas. Trepam com extraordinria agilidade por entre os rochedos. A camura, Rupicapra 
rupicapra, possui dois cornos rectilneos, com pontas recurvadas, e no ultrapassa a altura de cerca de 60 centmetros no garrote. Como espcies aparentadas, citam-se 
as dos gneros Nemorhaedus e Capricornis, possuem cornos recurvados e medem 1,20 metros de altura. A cabra das Montanhas Rochosas ou haplocero, Haplocerus montanus, 
de pelagem branca e espessa, , no Novo Mundo, o nico representante deste grupo.
O boi-almiscarado e o takin so espcies muito semelhantes s cabras. A primeira, Ovibos moschatus, possui cornos fortemente recurvados para baixo que se tocam pelas 
suas bases. Uma espessa pelagem castanha particularmente comprida protege-o do frio polar, vive em manadas.
Os takins (Budorcas) apresentam analogias com os bois, tanto pela sua estatura como pelos cornos. Possuem, no entanto, pelagem mais curta do que a dos bois-almiscarados. 
Vivem numa das cadeias montanhosas mais inacessveis, entre o Himalaia e o Oeste da China. O takin dourado, B. bedfordi, tem pelagem de cor creme; as outras espcies 
so castanho-escura.
No grupo dos Antlopes [em sentido lato], inclui-se grande nmero de animais muito diferentes, tendo como caracteres comuns o focinho guarnecido de plos, molares 
estreitos, glndulas faciais e cornos compridos, enrolados em espiral, rectilneos ou em forma de lira. So excelentes corredores. [Em sentido restrito constituem 
a subfamlia Antilopinae.]
Os antlopes (Alcelafinos) designados pelos Boers hartebeesten, so bastante grandes, tm cabea alongada e pequenos cornos angulosos, recurvados de maneira caracterstica 
em ambos os sexos. A maior de todas as espcies  o Alcelaphus lelwel, cuja altura no garrote atinge 1,35 metros. Os blebok (Damaliscus albifrons), quase desapareceram 
totalmente. A espcie vizinha, o boi-cavalo-de-cauda-branca ou wildebeest negro, (Connochaetes gnu), que possui cornos fortemente recurvados para baixo, focinho 
largo e cauda branca em penacho. O boi-cavalo-de-cauda-preta ou wildebeest azul (Gorgon taurinus)  de maior tamanho e mede 1,3 metros no garrote. [Em Moambique 
 designada por "cocone", e no Sul de Angola, lhe chamam de "galengue", termo alis comum a outra espcie, Oryx gazella.]
Os Cefalofinos constituem um grupo que compreende principalmente pequenos antlopes com pernas curtas, cornos pequenos e rectilneos, focinho glabro e glndulas 
faciais muito desenvolvidas. As suas reduzidas dimenses permitem-lhes movimentar-se facilmente atravs da floresta virgem e de vegetao baixa, onde vivem e que 
raramente abandonam. O maior destes animais  o da frica Ocidental, Cephalophus sylvicultor [conhecido na Guin por "muntual"], cuja altura no garrote atinge 90 
centmetros, ao passo que o C. melanorrheus, muito abundante, no  maior do que uma lebre. O oreotrago-saltador ou klipspringer (Oreotragus oreotragus)  um animal 
que trepa facilmente; possui cascos pequenos, arredondados, e pelagem rude, grosseira.
Um dos mais pequenos de todos os Artiodctilos  o Neotragus pygmaeus, que no ultrapassa a altura de 25 centmetros. Tem patas pequenas, da espessura de um lpis, 
cornos pontiagudos, de 2,5 centmetros de comprimento; a pelagem vermelha-acastanhada e branca. Os pequenos e elegantes dik-dik (Madoqua e Rhynchotragus) no so 
maiores do que o precedente Possuem uma espcie de poupa, focinho muito mvel, cornos curtos, rectos, e magnfica pelagem matizada de cinzento e de ruivo. Vivem 
em zonas que no comunicam entre si.
O waterboks (Kobus) e os riedboks (Redunca) constituem um grupo de antlopes aquticos da frica, cujos machos apresentam cornos anelados, mais ou menos em forma 
de lira. O burro-do-mato, Kobus ellipsiprymnus, tem 1,20 metros de altura. A pelagem  bastante longa [com uma risca, elptica, na garupa] e os cornos podem atingir 
90 centmetross de comprimento.
A saga (Saiga tatarica) e o chiru (Pantholops hodgson) tm o focinho curiosamente dilatado. A saga vive a altitudes muito menores.
Os antlopes tpicos [Antilopinos] ou gazelas so representados de modo caracterstico pelo antlope harna (Antilope cervicapra), com cornos em forma de saca-rolhas, 
pelo gnero Gazella, pelo gerenuk (Lithocranius walleri), de pescoo como o da girafa, e pela cabra-de-leque (Antidorcas marsupialis). As cabras-de-leque possuem 
no dorso e na cauda uma comprida crista branca que, quando os animais so excitados ou afugentados, pode erguer-se de maneira muito caracterstica. [Em Momedes, 
a cabra-de-leque est representada pela subespcie angolensis.]
Os antlopes do gnero Oryx so magnficos e possantes animais, com pelagem de cor cinzento-malva no dorso, ornamentada nos costados por uma lista negra; o abdome 
 branco e os cornos rectos ou recurvados, nos dois sexos. Todas as espcies vivem em frica, excepto uma que  muito rara (O. leucoryx), da Arbia. [Em Angola, 
este gnero  representado pela subespcie oryx gazella blainei, conhecida por "galengue".]
A palanca-preta (Hippotragu niger), que mede 1,20 metros de altura no garrote, tem a cabea listrada de branco e possui magnfica armao recurvada, cujo comprimento 
pode atingir 1,62 metros. [Na Angola  representada pela subespcie varian - a palanca-preta gigante.]
O grupo (Tragelafinos) dos Antlopes, em geral de grande tamanho, dos quais um dos menores  o guib (Tragelaphus scriptus), que possui pelagem arruivada, com listras 
e malhas brancas, e cornos retorcidos. Esta espcie, exmia em dissimular-se nas matas tufosas, pode causar danos s culturas indgenas.
O sitatunga, Limnotragus spekei, estreitamente aparentado com a espcie precedente, pode correr sem dificuldades sobre o solo, graas aos seus cascos alongados e 
mveis. O grande cudo, Strepsiceros strepsiceros, de cornos recurvados e espiralados que, medidos em linha recta, podem atingir 1,25 metros, alcana, no garrote, 
a altura de 1,50 metros. O maior de todos os antlopes  o elande vulgar, Taurortragus oryx, que pode medir 1,80 metros de altura, no garrote.  um animal de corporatura 
macia, com uma prega flcida de pele no pescoo e cornos torcidos em forma de parafuso, em ambos os sexos.  naturalmente dcil e fcil de domesticar. [A espcie 
T. derbianus  j rara na Guin Portuguesa.]
O antlope bongo, Boocercus eurycerus pertence ao mesmo grupo de grandes antlopes de listas e cornos retorcidos; habita as florestas virgens da frica Ocidental. 
Graas  sua enorme fora, pode, com os cornos, abrir caminhos atravs das matas fechadas. Na ndia, este grupo  representado pelo nilgaut (Bosephalus tragocamelus), 
que atinge 1,35 metros de altura, no garrote, e possui cornos muito curtos; e pelo pequeno chousingha (Tetraceros quadricornis), cuja altura no chega aos 60 centmetros, 
e que  o nico, pelo facto de possuir dois pares de curtos cornos. [Todavia, existem indivduos com um s par, o posterior.]


Primatas


 ordem dos Primatas pertence as tupaias, os lmures e afins, assim como os macacos e o Homem.
Nos Primatas, a caixa craniana , em geral, relativamente grande, de modo a poder albergar um crebro muito desenvolvido; a sua regio orbitria  limitada por anel 
sseo ou mesmo separada da regio temporal por parede ssea completa. Os membros tm, em regra, cinco dedos em cada extremidade, mos e ps, providos de unhas chatas. 
O polegar, quando existe,  geralmente oponvel, assim como o dedo grande do p, excepto no Homem, quanto a este ltimo. Os dentes so diferenciados em quatro dentes 
distintos: incisivos, caninos, premolares e molares. Os incisivos so, em geral, dois em cada hemimaxila. Normalmente, h duas mamas peitorais, mas, em certos lemurianos, 
existe mais um par suplementar, na regio abdominal. Na maioria dos Primatas, o corpo  revestido de pelagem e, excepto nos smios antropides como o Homem, a cauda 
tem, em regra, grande desenvolvimento, funcionando como rgo preensor em muitssimos macacos do Novo Mundo.
Os Primatas, so na sua maior parte arborcolas, diurnos e vegetarianos.
Distinguem-se duas subordens principais: a dos Prossmios [ou Lemurides], que abrange os tipos mais primitivos, tais como tupaias, lmures, loris, potos, glagos 
e trsios - cujas rbitas so incompletamente separadas da fossa temporal; e a dos Simiides, que inclui os macacos do Velho Mundo, assim como o Homem -, nos quais 
as rbitas esto completamente separadas da fossa temporal.
O crebro, nos Primatas, deve ser considerado primitivo, em virtude dos seus caracteres fsicos relativamente pouco especializados.

a) Prossmios. - Exteriormente, nos Prossmios observam-se, em geral, os seguintes caracteres: focinho pontiagudo e orelhas grandes; cauda longa, curta ou nula, 
nunca prensil, quando existe; segundo dedo do p sempre com garra, (suposto utenslio para pentear a pelagem); incisivos inferiores, quase invariavelmente dirigidos 
para a frente, horizontais; dois pares de incisivos superiores separados, em geral, por um espao bem marcado.
As tupaias (famlia dos Tupadeos) - os chamados musaranhos arborcolas -, que outrora eram includos na ordem dos Insectvoros, principalmente por causa dos seus 
dentes pontiagudos e acerados, so considerados, um grupo primitivo de parentes prximos dos Lemurianos. So mamferos muito pequenos, to semelhantes aos esquilos, 
pela sua estrutura geral, tamanho, cauda tufada e dedos dos ps com garras que facilmente se poderiam confundir com esses roedores. A principal diferena, quanto 
ao aspecto exterior, diz respeito ao alongamento do focinho. O gnero Tupaia abrange um grande nmero de pequenos animais, de regime insectvoro, cor discreta, hbitos 
diurnos. Um dos representantes mais raros e dos mais caractersticos deste grupo  o Ptilocero de cauda plumosa (Ptilocercus lowi), tem a cauda quase nua, apenas 
ornada na extremidade com um feixe de plos em jeito de plumas.
Os lemurianos propriamente ditos (Lemurdeos) tm os incisivos mdios superiores afastados um do outro; os caninos e os incisivos inferiores so de aspecto uniforme, 
dirigidos horizontalmente para diante. Tm cauda bem desenvolvida e o focinho lembra o da raposa. O seu tamanho varia entre o de um pequeno esquilo e o de um gato 
grande. Na sua maioria, so espcies nocturnas e arborcolas cujo regime alimentar consiste em frutos, insectos e de toda a casta de animlculos que se lhes depara 
no caminho. So de cores variadas, por vezes: o Lemur varia pode ser vermelho-berrante, uniforme, ou ento malhado de branco e preto, ao passo que o Lemur catta 
tem sempre a pelagem de cor suave, cinzento-bege, e a cauda anelada de preto e branco.
Um grupo distinto dos lemurianos de Madagscar, de membros posteriores compridos e polegares rudimentares,  o do Vahis laniger, animal de tamanho de um gato, de 
cauda comprida e com olhos extraordinariamente grandes.
Os "sifakas" (Propithecus) so de grande porte e cauda muito grande, com a pelagem variando de vermelho e preto ao branco. Maior do que este  o "indri" (Indris 
brevicadata), de membros posteriores compridos, orelhas com tufos pilosos, focinho muito agudo e longo, quase destitudo de cauda. Como os "sifakas",  mais diurno 
que nocturno e menos arborcola do que a maioria dos Lemurdeos. O mais notvel de todos os lemurianos, e que, por isso, ocupa um lugar  parte na classificao, 
, sem dvida, o "ai-ai" (Daubentonia madagascariensis), que, por si s representa a famlia do Deubentondeos. Tem a corporatura do gato, a face arredondada, os 
olhos e orelhas extraordinariamente grandes, a pelagem constituda por plos compridos e grosseiros, a cauda comprida e tufada e as mos com longos dedos.  de notar 
que o terceiro dedo  muitssimo delgado. Os dentes incisivos, pelo tamanho e forma, lembram os de um roedor. Esta semelhana ainda mais se acentua em virtude do 
desaparecimento dos caninos, cujo lugar est marcado pela diastema existente entre os incisivos e os molares. Os caracteres das mos, dos ps, do crnio e de muitas 
mais outras particularidades anatmicas demonstram claramente o seu parentesco com os lemurianos. Supe-se que a combinao de dentes de roedor e do terceiro dedo 
delgado e comprido correspondente a uma adaptao que permite ao animal roer a madeira e sondar os interstcios para extrair as lavas de insectos xilfagos, tal 
como o faz o marsupial Dactylonax. O regime alimentar do "ai-ai" no , no entanto, exclusivamente insectvoro, pois come tambm grande quantidade de frutos.
A famlia dos Loirssimos abrange numerosos animais arborcolas e nocturnos de pequena estatura, tais como os loris, os potos e os glagos. Estes animais diferem 
consideravelmente de aspecto, mas no inteiramente aparentados por certos caracteres do esqueleto e, em especial, do crnio.
O loris lento, Nycticebus tardigradus,  estruturalmente macio e do tamanho de um rato grande, com pelagem lanosa e sem cauda visvel. Os seus movimentos so lentos 
e reflectidos. Alimenta-se de folhas, frutos e de todos os animais que pode encontrar. A lentido dos movimentos, que de modo algum  desvantajosa para um animal 
arborcola nocturno, serve-lhe para se aproximar furtivamente das pressas, pois  capaz de movimentos de captura muito rpidos. O loris delgado, Loris gracilis, 
 mais pequeno e de estrutura mais dbil; move-se tambm lentamente, mais ainda do que a espcie precedente. 
Estes dois animais tm, um e outro, o dedo indicador, isto , o segundo dedo, muito pequeno, mas distinto, contrariamente s espcies africanas - poto e anguantibo 
- nos quais o indicador  absolutamente vestigial, sem unhas nem garras. O poto, Perodicticus potto, tem cauda de 5 a 8 centmetross e movimentos lentos. O anguantibo, 
Arctocebus calabarensis, no tem cauda visvel,  mais pequeno e mais activo que o antecedente.
Os glagos, a que os Anglo-Saxes chamam bus babies (bebs do mato), porque vivem nas matas e "choram" durante a noite, tm um grito que faz lembrar o de uma criana. 
O seu tamanho varia entre o de um rato e o de um gato grande. Tm olhos grandes e orelhas compridas; estas, que so nuas, podem contrair-se  sua vontade.  notvel 
a actividade destes animais durante a noite, procurando alimento: frutos, insectos e outros animlculos proporcionados ao seu porte. Assim, os glagos maiores dedicam-se 
 caa das aves e seus ovos.
O ltimo representante desta subordem, constituda por animais to diversos como notveis - sem contestao o mais extraordinrio de todos -  o trsio, Tarsium 
spectrum.  um animal pequeno, do tamanho de uma ratazana, com olhos extraordinariamente grande, orelhas bem desenvolvidas, cauda muitssimo comprida e nua, excepto 
na extremidade, onde h um tufo piloso, e, alm disso, os ps so bastante compridos e dilatados na extremidade, sem dvida com funo adesiva. O regime do trsio 
, principalmente, constitudo por insectos, mas pode abranger outros animais pequenos e mesmo frutos.
O trsio  o nico sobrevivente de um grupo de Primatas, nos quais as rbitas so completamente fechadas atrs, e o buraco occipital tem situao avanada.

b) Simiides. - Os membros desta subordem distinguem-se de todos os outros primatas pela sua rbita completamente separada da regio temporal por um septo sseo. 
O segundo dedo da mo  sempre bem desenvolvido e o segundo do p tem unha chata, como todos os outros dedos, e no uma garra (excepto certos saguis, Hapaldeos). 
Os dois incisivos superiores mdios tocam-se sempre no plano sagital, e os inferiores nunca so dirigidos horizontalmente para fora. A caracterstica mais acentuada 
desta subordem  o desenvolvimento considervel do crebro, que atinge o seu peso culminante nos Antropides e, mormente, no Homem.
Certos macacos americanos, como o capuchinho, o capuchinho, o peso relativo do crebro  mesmo mais elevado do que do Homem, facto ocorrente em macacos de pequeno 
porte dotados de inteligncia, considerada como igual  dos grandes antropides.
Os Simides podem repartir-se por cinco grupos principais:
Sagui (Hapaldeos);
Outros (Cebdeos) macacos maiores [como os guaribas e os micos], todos do Novo Mundo;
Macacos de cauda do Velho Mundo (Cercopitecideos);
Antropomorfos (Pongdeos ou Siminideos);
Homens fsseis e actuais (Homindeos).
Todos diferem de tamanho uns dos outros consideravelmente, desde o pequeno sagui, pouco maior do que uma ratazana, at o gorila, que chega a medir 1,80 metros de 
altura. A regio facial pode ser proeminente ou, pelo contrrio, prolongada em focinho; a cauda pode faltar, ser curta ou muito comprida e preensora. Pelo menos, 
numa famlia, h sempre calosidade nadegueiras (isquiticas).
As duas famlias do Novo mundo distinguem-se, em relao s do Velho Mundo, por terem as narinas separadas por um septo cartilagneo largo (Platirrinos), ausncia 
de calosidade e frmula dentria muito diferente. Em certas espcies, a cauda  preensora, carcter que nunca se encontra nos macacos do Novo Mundo.
A famlia dos Cebdeos  um grupo numeroso e diversificado, que abrange todos os macacos americanos, com excepo dos saguis. Todos tm 36 dentes, ao passo que os 
macacos do Velho Mundo, como o Homem, tm apenas 32. As unhas so chatas e no em forma de garra. Alguns no possuem dedos polegar. Os duraculis (Aotus infulatus, 
tambm chamados macacos-da-meia-noite) so pequenos: o corpo e a cabea medem, em conjunto, cerca de 30 centmetros, mas a cauda  um tanto maior. Visto de frente, 
a face lembra um pouco a do mocho, por causa dos grandes olhos e das pequeninas orelhas, que esto correlacionados com seus hbitos nocturnos. A pelagem  comprida 
e rude, geralmente malhada de cinzento e castanho. Os titis (Callicebus), de tamanho semelhante aos precedentes e com eles aparentados, tm igualmente plo comprido, 
mas os olhos no so to grandes, correspondentes  viso diurna. Existem numerosas espcies, mormente no Brasil [onde so conhecidos por uapus, sauiguau, etc.]. 
Estes dois gneros de macacos so omnvoros, vivem associados em grupos, tm o polegar bem desenvolvido e a cauda no  preensora.
Os saguis e os uacaris (ou macacos calvos) distinguem-se por ligeiras diferenas dentrias. Os primeiros tm barbas [cabeludos lhes chamam no Brasil] e cabeleira, 
que parece penteada para diante, formando como que uma franja na testa. Os uacaris parecem calvos, apenas porque a cabea  relativamente pouco revestida de plos 
em relao  longa pelagem que cobre o resto do corpo. Alm disso, diferenciam-se de todos os outros macacos do Novo Mundo por terem cauda curta e pouco pilosa.
O sagui-satan, Pithecia satanas [de nome brasileiro cuxiu-preto], todo negro, da cabea  ponta da cauda; e, quanto aos segundos, o uacari de face escarlate, Cacajao 
calvus [uacari-branco, assim nomeado no Brasil], de face e cabea vermelho-berrante, a pelagem geral do corpo comprida, sedosa e de cor arruivada muito plida, mesmo 
quase branca.
Os macacos urradores, tem uma caracterstica impressionante, a sua poderosa voz. A maxila inferior  grande, a garganta dilatada, contendo o osso hiide (situado 
na base da lngua) fortemente desenvolvido, de modo a formar uma espcie de caixa de ressonncia. Estes grandes e robustos macacos, de plo avermelhado ou de cor 
de palha, longa cauda preensora, nua na ponta, e com polegares bem desenvolvidos, gostam muito de se instalar no topo das rvores e de urrar a plenos pulmes, fazendo 
alarido que se ouve a grande distncia. O guariba vermelho, Alouatta seniculus, , o mais clebre dos urradores. [Pertencem todos ao gnero Alowatta e so vulgarmente 
denominados, no Brasil, por guaribas, bugio ou barbados;  tambm designada por burgio-labareda.]
Os sajus e capuchinhos (Cebus) [nomeados no Brasil por micos, micos-de-topete, caiarana e macaco-prego]. So macaquinhos acastanhados, com cauda comprida e prensil, 
toda revestida de plo, e polegar bem desenvolvidos. So muito afamados pela sua gentileza, vivacidade de expresso e inteligncia surpreendente.
O macaco-esquil, Saimiri sciurus,  mais pequeno que os saju, to bonito e to maravilhosamente colorido como um pssaro, ostentando pelagem esverdeada, braos e 
ps amarelo-limo e focinho cor de ardsia; tem cauda no preensora e a caixa craniana  excepcionalmente grande e alongada.
Todos estes macaquinhos so omnvoros. Comem, alm de frutos, insectos, lagartixas, pssaros, ovos, etc. Na ignorncia deste regime alimentar, faltando-lhes o dono 
com a carne quando em cativeiro, enfraquecem e morrem rapidamente. Da atribuir-se-lhes grande fragilidade.
Os macacos-aranha (Ateles e Brachyteles), tm de notvel o corpo esbelto, membros compridos e cauda preensora, nua por baixo, perto da extremidade. Esta cauda serve 
de mo, mesmo para apanhar o alimento - frutos e folhas - e lev-lo  boca directamente. O polegar  rudimentar, faltando completamente no Brachyteles arachnoide. 
[No Brasil, esta espcie  designada por "mono", e as restantes, do gnero Ateles, so denominadas "coats".] O coat-preto, Ateles ater, do Peru,  caracterstico 
do grupo.
Os macacos barrigudos, espcie do gnero Logothrix, so os mais robustos, de pelagem lanosa, uniformemente cinzenta, exceptuando a cabea, que  preta, e membros 
relativamente curtos. A espcie mais conhecida  Logothrix humboldti.  menos activo do que os macacos-aranhas e mais vegetariano que os outros macacos americanos.
O calimico de Goeldi (Callimico goeldi) possui caracteres intermedirios, fazendo a ligao entre os Hapaldeos e os Cebdeos. Tem aspecto exterior e os dedos com 
garras nos primeiros, mas o nmero de dentes (36 em vez de 32) corresponde ao dos Cebdeos. [Os 32 dentes dos Hapaldeos tm distribuio diferente, em relao aos 
antropomorfos: 2 em vez de 3 premolares; 3 em vez de 2 molares.]
Nos saguis (Hapaldeos), nenhum excede o tamanho de um esquilo; so caracterizados pela posse de garras e no de unhas chatas, excepto no primeiro dedo do p, que 
 muito pequeno; o polegar  tambm pequeno e no oponvel. Tm hbitos nocturnos e vivem em bandos numerosos, vagueando pela rama cimeira das rvores; alimentam-se 
tanto de insectos como de frutos. Muitos deles so ornados de cores deslumbrantes, desde o mais vistoso cor-de-rosa ao vermelho mais berrante. O tamarim-dourado 
[DMLF1], Leontocebus rosalia [ao qual os Brasileiros do o nome de sagui-piranga, sagui-fogo e mico-leo], cuja pelagem parece feita de veludo de seda dourada, , 
talvez, o mais impressionante. Os tamarins ou micos-lees distinguem-se dos verdadeiros saguis pelo grande desenvolvimento dos caninos inferiores. O sagui vulgar, 
Hapale jacchus [chamado sagui-caratinga, no Brasil],  muito apreciado no s pelo aspecto fantstico que os pincis de plos brancos das orelhas sugerem, como tambm 
pela sua graciosidade e amvel sociabilidade com o Homem.
O saguiziho, Cebuella pygmaea,  o mais pequeno de todos, pois o seu comprimento total, incluindo cabea e corpo, no ultrapassa 15 centmetros.
Os macacos do Velho Mundo constituem dois grupos bem diferenciados: os Cercopitecos e os Pongdeos ou Antropomorfos [ou, melhor, Cinomorfos, com a famlia dos Cercopitecdeos, 
e Antropomorfos, com duas famlias, a dos Hilobatdeos (Gibes) e dos Pongdeos (orangotango, chimpanz e gorila)]. Distinguem-se dos macacos do Novo Mundo pela 
estreiteza do septo internasal (Catarrnos), cauda no preensora ou ausente e 32 dentes como no Homem. Em muitos deles h calosidades nadegueiras, e o polegar, quando 
existe,  sempre oponvel. Os Cercopitecdeos podem, por seu turno, repartir-se por dois grupos: a) os que so dotados com estmago simples; cinco dedos, sendo o 
terceiro maior, em cada extremidade; sacos genais onde armazenam comida, e cauda de tamanho maior - estando, neste caso, os macacos propriamente ditos, os cercopitecos, 
os mangabeis e os cinocfalos,; b) os dotados de estmago subdividido em cmara especializadas, correspondentes ao regime vegetariano exclusivo, sem bolsas genais, 
polegar por vezes ausente (no macaco de nariz arrebitado da Samatra), tendncia para igualdade dos dedos terceiro e quarto, e, apenas com uma s excepo, cauda 
sempre muito comprida - pertencendo a este subgrupo os semnopitecos e os colobos.
Os mais divulgados de todos os Cercopitecdeos so os macacos propriamente. Uma das espcies que  desprovida de cauda,  o Macaca inna. Na sua maioria, estes macacos 
tm a estrutura de um gato bastante grande, e a sua pelagem , em geral, castanha ou arruivada. O resus ou bandar, Macaca mulatta, tem cauda to grande como o conjunto 
da cauda e do corpo. O macaco caranguejeiro, m. silena, tem uma espcie de juba e cauda de leo.  excepcional pela negrura da sua pelagem.
Todos os macacos so ruidosos, intrpidos e temerrios, perdendo frequentemente o medo das vizinhanas das populaes humanas. O cinopiteco preto, Cynopithecus niger, 
das Celebes, lembra um babuno, pelo focinho de co.
Os magabis (Cercocebus) da frica formam um grupo distinto; assemelham-se aos Macaca por certos caracteres dentrios, mas so de maior porte, e os seus membros, 
assim como a cauda, tm maior comprimento e, enfim, as calosidades nadegueiras so unidas entre si. A sua cor  negra, acastanhada ou cinzenta, embora o magabei-de-colar, 
Cercocebus torquatus, tenha na cabea como que uma calote vermelha e o pescoo branco. Como a maior parte dos smios, vivem em bando, alimentam-se de frutos, principalmente 
no cimo das rvores, mas por vezes descem ao solo.
Os maiores Cercopitecdeos africanos so os ppios ou cinocfalos, isto , os macacos com cabea de co, entre as quais se situam alm dos babunos, que so os mais 
comuns, o soberbo mandril, o hamandril e o gelada. Todos tm focinho comprido como os ces, com as narinas situadas na extremidade, membros anteriores e posteriores 
do mesmo tamanho, o que os tornam perfeitamente aptos  vida terrestre, e calosidade nadegueiras bem desenvolvidas e sumptuosamente coradas, em certas espcies. 
O regime alimentar no hamadrias, Papio hamadryas [o macaco sagrado dos antigos Egpcios],  variado, consistindo em frutos, cereais, insectos e outros pequenos animais.
O chacentmetrosa, Papio comatus,  um animal possante, de tamanho de um co grande, com o plo rude, cinzento-acastanhado, olhos pequenos, muito prximos, encimados 
por uma forte viseira supraciliar, e grandes caninos que o tornam um adversrio perigoso. Como a maioria dos cinocfalos, o chacentmetrosa habita as gargantas rochosas. 
As enormes bolsa genais permitem aos chacentmetrosas levar das searas muito mais do que podem comer ali.
Certos cinocfalos dos trpicos vivem mais nas rvores e constituem, onde so abundantes, um dos flagelos temveis para a agricultura. O mandril, Mandrillus sphinx, 
de cores vistosas, substitui os babunos vulgares. Um velho mandril macho  um bicho grotesco, de focinho dilatado e pregueado, colorido de vermelho e azul, e provido 
de calosidades nadegueiras enormes, escarlates e azuis, mas com cauda reduzida a um coto. As fmeas e os filhos so menos possantes e menos coloridos.
O gelada, Theropiuthecus gelada, tem as narinas muito prximas da extremidade do focinho; nas espduas e no pescoo, ostenta uma pelagem abundante, que forma uma 
espcie de romeira ondulante.
Dentre os outros smios, aparentados com os cinocfalos, devem citar-se os cercopitecos propriamente ditos e os patas. Todos eles tm cauda comprida e focinho curto, 
so de estatura esbelta, de tamanho mdio e tm calosidades separadas. Vivem em grandes bandos que contm, por vezes, indivduos de vrias espcies.
Os macacos verdes, Cercopithecus aethiopicus [designados na Guin portuguesa por macaco-de-tarrafe], muitos cercopitecos tm colorao vistosa, principalmente a 
da face: suas brancas ou coloridas, barba ou nariz malhado. O cercopiteco-diana, C. diana, da regio do Congo  o mais colorido de todos: tem no corpo zonas pretas, 
vermelhas, branco-creme ou cinzento-prateado, e uma barbicha de bigode. Outros, como os macacos azuis ou prateados, C. mitis, tm pelagem finamente pintalgada e 
tons cinzento e castanho. O mais pequeno de todos os cercopitecos  talapoim, C. talapoin, que tem pelagem esverdeada e cerca de 30 centmetros de comprimento, incluindo 
a cauda.
O patas ou macaco fula, Erythrocebus patas,  um cercopiteco adaptado  vida terrestre: os membros so compridos, mas conservou a cauda longa dos arborcolas. O 
segundo grupo da grande famlia dos cercopitecdeos abrange os Semnopithecus, que so estritamente arborcolas, mais vegetarianos que todos os outros macacos, tendo, 
alis, o estmago complexo como os ruminantes. Os semnopitecos so animais de grande porte, com o peso de cerca de 20 quilos, e de pelagem macia. O mais conhecido 
 o entelo, Presbytis enntellus, no temendo o Homem, faz devastaes desastrosas quando saqueia as culturas ou invade as povoaes. A sua cor geral  arruivada 
ou castanho-acinzentado claro, com umas fcies sombrias. Estes smios, embora se desloquem com facilidade nas copas das rvores, podem tambm galopar a toda a fora 
no solo. O duque, Pygathrix nemea,  notvel pela sua colorao surpreendente: o corpo  cinzento de prata, pintalgado, contrastando com o branco puro dos braos, 
das regies posteriores e da cauda, as coxas e as mos so negras, e as pernas vermelho cor de castanha.  talvez um dos mamferos mais maravilhosamente coloridos. 
Certos semnopitecos so capazes de viver nas altitudes mais elevadas, em condies climticas pouco favorveis aos smios em geral. O rino-piteco, Rhinopithecus 
roxelanae, de pelagem densa e nariz curiosamente arrebitado, se alimenta de rebentos do bambu que se encontram em altitudes elevadas. 
O nsio, Nasalis larvatus, o grande smio de pelagem macia, cujos machos velhos tm o nariz em jeito de tromba, que chega a medir 17 centmetros. Como  um excelente 
nadador, nunca hesita em mergulhar na gua.
Os Colobus, distinguem-se pela ausncia do dedo polegar, mas isso no os impedem de se deslocarem com facilidade nos arvoredos, como sucede com o macaco-aranha da 
Amrica, notvel pela sua agilidade. Os colobos vivem da folhagem das rvores florestais e raramente descem ao solo. [So conhecidos na Guin Portuguesa por "macacos-fidalgos".] 
Quando se sentem ameaados, fogem e escapam-se pelas copas das rvores, mais rapidamente que o homem pelos matos. Todo o bando segue o mesmo caminho, correndo uns 
atrs dos outros sobre os mesmos troncos horizontais e saltam, de pernas e braos estendidos, todos exactamente do mesmo ponto, at  ramagem da rvore seguinte, 
que eles agarram para atingirem o ramo principal. Existem dois grupos distintos de Colobus, os negros e brancos e os vermelhos. O colobo guereza, branco e preto, 
est representado por numerosas raas locais, desde o colobo-satan (C. satanas), completamente preto e de plo curto, ao maravilhoso colobo de Quilimanjaro (C. caudatus), 
de face preta enquadrada por barbicha branca, longo manto de plos brancos flanqueando o corpo negro de azeviche e cauda branca, comprida e ondulante. O colobos 
vermelhos tm, em geral, plo mais curto e arruivado, com membros frequentemente pretos, como o colobo baio (C. badius). [A subespcie temmincki deste colobo vive 
na Guin Portuguesa, onde lhe chamam macaco-vermelho e fatango; o C. polykomos  conhecido por macaco-fidalgo.] Uma outra espcie (C. verus),  semelhante aos colobos 
vermelhos, mas tem cor olivcea.
O grupo dos antropomorfos abrange os gibes e o orangotango, assim como o chimpanz e o gorila. Distinguem-se de todos os outros Primatas pela ausncia da cauda 
visvel, pelo alongamento dos braos, falta das bolsas genais, e pela elevada capacidade cerebral. Alm destes, contam-se outros caracteres, tais como os da dentio, 
da estrutura das mos e dos ps, cujo dedo grande  sempre oponvel. A forma destas extremidades est relacionada com a atitude relativamente erecta e, principalmente, 
com a maneira de trepar s rvores. Quando os antropides marcham, a planta dos ps suporta todo o peso do corpo e so as falanges dos dedos, e no as palmas das 
mos, que se apoiam no solo. [A famlia dos Hilobatdeos compreende os gibes propriamente ditos (Hylobates) e o siamang (Symphalangus).] Os gibes tm os braos 
desmedidamente compridos, o que lhes permite deslocar-se a velocidade notvel por entre as rvores, diferenciando-se de todos os outros antropides. Alm disso, 
quando esto no cho, os gibes correm com os braos levantados acima da cabea,  laia de balanceiros. Em virtude da sua pequena estatura, certos caracteres cranianos 
(ausncia de crista sagital, etc.) e a presena de pequenas calosidades nadegueiras, justificam a sua posio  parte, relativamente aos outros antropides. Alimentam-se 
de folhas novas, frutos e pequenos invertebrados. A sua cor  geralmente preta, castanha e cinzento-prata, diferindo frequentemente com o sexo, como no clebre "hoolock" 
(Hylobates hoolock) de Assam, Birmnia e Yunnan, cujo macho  preto e a fmea bege. A cabea e o corpo medem, em conjunto, 60 centmetros, e o peso atinge apenas 
8 quilos. O nome vulgar alude ao seu grito ruidoso, que serve, provavelmente, para assegurar a coeso dos familiares no cimo das rvores. O siamang (Syphalangus 
syndactilus) de Samatra  o maior dos gibes, distinguindo-se pelo facto de existir entre o segundo e o terceiro dedos dos ps uma palmura que os rene.
( famlia dos Pongdeos correspondem os restantes antropides, orangotango, chimpanz e gorila.]
O orangotango (Pongo pymaeus), cujo nome significa "homem dos bosques", em malaio,  fortemente robusto, pode atingir a altura de 1,30 metros e o peso de 100 quilos. 
Move-se lentamente por meio dos seus braos musculosos e das fracas pernas [em terra a marcha  quadrpede]. Vive nas rvores das florestas densas, onde constri 
os ninhos, formados por ramos e folhas para dormir. A pelagem  comprida, grosseira e ruiva, os lbios so muito mveis. Nos machos velhos, a face  ladeada por 
dilataes adiposas em forma de crescente.
O orango alimenta-se inteiramente de frutos e folhas [mas tambm de ovos, pequenas aves, e, por vezes, de mariscos].
Os outros dois antropomorfos esto completamente limitados s florestas tropicais africanas. O chimpanz, Pan troglodytes, mede at cerca de 1,50 metros de altura 
e chega a pesar 75 quilos.  preto e de plo curto, tem a cabea arredondada e com grandes orelhas. Os chimpanzs vivem em grandes grupos familiares, vagueando pelas 
florestas procurando frutos;  noite, dormem sobre a bifurcao de um ramo de rvore. A sua voz, com seu qu de trocista,  comum por toda a parte onde eles vivem. 
Apreendem facilmente, em cativeiro, o que se lhes ensina, mesmo aces para que  necessrio grande aptido. [Distinguem-se quatro subespcies: Pan troglodytes troglodytes, 
ou chimpanz-calvo; P. t. versus, ou chimpanz-de-culos; P. t. schweinfurthi, ou chimpanz oriental; e P. t. paniscus, ou chimpanz pigmeu]
[Quanto ao regime alimentar, os chimpanzs ingerem protenas animais, provenientes de insectos (larvas de himenpteros das gralhas, trmitas, formigas arborcolas 
e mesmo formigas carnvoras), de mamferos de pequeno porte, principalmente crias de antlopes, porcos bravos, etc.]
O maior de todos os antropomorfos  o gorila (Gorilla gorilla) cuja altura mxima vai at perto de 2 metros e o peso atinge 200 quilos. As pernas so arqueadas, 
os braos compridos e possantes, e o corpo muito macio, com 1,50 metros de permetro. O gorila desloca-se apoiando no solo as falanges das mos, quase fechadas, 
servindo os braos como muletas para a progresso do corpo. O crnio dos machos velhos tem caractersticas notveis: uma crista ssea sagital muito desenvolvida 
[servindo de insero  poderosa musculatura temporal], fortes arcadas supraciliares, que lhe imprimem o bem conhecido aspecto de "cara franzida", de poucos amigos. 
As orelhas so pequenas, a face  preta e a pelagem , em geral, tambm preta, tornando-se grisalha com a idade, mormente na regio dorsal do macho. Os gorilas permanecem 
a maior parte do tempo no solo, vagueando em grupos familiares, procurando frutos e outros alimentos vegetais suculentos, mas tambm trepam s rvores para se alimentar. 
Constrem leitos provisrios de ramagem e folhas para dormir, quer em ramos quer entre as razes exteriores. [Os machos no sobem ``as rvores e repousam em leitos 
no solo.] Em geral, so inofensivos, mas, quando incomodados, podem agir com toda a sua enorme fora contra os inimigos, salvo contra o homem armado.
H duas subespcies de gorilas: a costeira ou ocidental, dos Camares ao Gabo [extensiva  regio de Cabinda, Angola], que se distingue por ter a coroa da cabea 
cor de castanha - o gorila que primeiro foi descoberto, h um sculo [constituindo a forma tpica gorilla]; e a de montanha, de maior estrutura e pelagem mais longa, 
sem coroa castanha, e habitante das florestas montanhosas do Congo Oriental [designada beringei]. Pouco se sabe dos hbitos deste grande antropomorfo, mormente quanto 
 reproduo, mas supe-se que a fmea tem, normalmente, um s filho de cada vez.


COMPORTAMENTO DOS ANTROPIDES

a) Evoluo dos Antropides. - Na segunda metade do sculo passado, quando as idias evolucionistas adquiriram real importncia, e o conhecimento dos fsseis estava 
ainda na infncia, houve quem quisesse encontrar a origem dos Antropides entre os macacos propriamente ditos. Deduziu-se que estes teriam a sua ascendncia nos 
Prossmios e os Antropides actuais podiam ser considerados como antepassados do Homem (pelo menos para quem considerava o Homem abrangido no sistema evolutivo). 
O melhor conhecimento dos fsseis e o nmero crescente de espcies descobertas de macacos obrigou a que se reflectisse seriamente a respeito da idia de filiao 
directa.
Sabemos hoje que o desenvolvimento no sentido antropide - provavelmente do tipo tarsiano - esboou-se h uns 40 milhes de anos, terminando nos actuais chimpanzs, 
gorilas e orangotangos. Depois, muitos ramos evolutivos se destacaram, um dos quais deu origem aos macacos do Novo Mundo e outro aos do Velho Mundo.
Destes primeiros elos, muitos poucos fsseis foram encontrados: todos so africanos e denunciam a existncia de animais de pequeno porte, que se deslocam  maneira 
dos Primatas, isto , espcies arborcolas. Durante os dez milhes de anos que se seguiram, o nmero de espcies aumentou consideravelmente; a rea de distribuio 
estendeu-se e a diferenciao morfolgica aumentou. Assim, h mais de 25 milhes de anos, coexistiam espcies de pequeno porte ao lado de outras to grandes como 
o chimpanz e o gorila actual. Era desta poca o fssil [do Mioceno] encontrado, em 1948, no Leste Africano, que foi baptizado Procnsul (nome inspirado no chimpanz 
Cnsul, muito popular no Zoo de Londres), em virtude da semelhana do seu esqueleto ceflico com o chimpanz, porque outras partes do seu esqueleto mostram que era 
um animal muito gil e de estrutura menos pesada, embora tivesse a mesma estatura. [Os seus caracteres anatmicos tm grandes afinidades com os Cinomorfos, mas pode 
considerar-se como um Antropomorfo generalizado.]
A evoluo, no sentido da elaborao de um corpo grande e pesado, ocorre tambm na histria evolutiva da grande maioria dos grupos de animais, constituindo quase 
sempre uma fase final, quanto s possibilidades de desenvolvimento. O estado primitivo,  aquele em que o desenvolvimento futuro se pode fazer em todas as direces. 
Pela sua falta de robustez, o Procnsul era mais primitivo que os antropomorfos actuais. Esta , alis, uma das razes do valor da descoberta deste tipo. Uma outra 
dessas razes era o estado ainda primitivo dos seus rgos locomotores. Primitivamente, os Primatas, que eram arborcolas, deslocavam-se correndo de ramo em ramo. 
Com a evoluo para um corpo maior e mais pesado, este modo de progresso tornou-se difcil e, ento, algumas espcies adoptaram o modo de locomoo por suspenso 
nos ramos. Os primeiros (trepadores-corredores) seguravam-se aos ramos com mos e ps, tendo o polegar bem desenvolvido e oponvel. Nos trepadores-suspensos, as 
mos e os ps desempenham, principalmente, o papel de gancho ou ncora e o polegar tem funo reduzida. Certas espcies bem adaptadas a este tipo de locomoo tm 
polegares reduzidos, braos muito compridos e pernas relativamente curtas. A suspenso implica, igualmente, modificaes, tais como a passagem de posio horizontal, 
de cabea  frente, para posio vertical, de cabea ao alto [correspondendo, respectivamente, s atitudes prongrada, dos quadrpedes, e ortgrada, dos bpedes], 
alm das outras que interessam a forma da caixa craniana, da coluna vertebral e da bacia, assim como a situao dos rgos internos. Estas modificaes preparam 
aquelas que acompanham a atitude vertical bpede. No Procnsul e noutras espcies do mesmo perodo, os dois conjuntos de caracteres - os da posio suspensa e os 
da atitude bpede - estavam reunidas, no estado primitivo. O estado trepador-corredor estava j ultrapassado, mas subsistia ainda a possibilidade de uma evoluo, 
quer no sentido da forma trepadora-suspensa (Antropides), quer no da forma bpede-marchante. Foi, por isso, que se situou o Procnsul na bifurcao de onde descendem, 
por um lado, os Antropides, e, por outro lado, os Homindeos.
Se o antepassado dos Antropides se originou, muito provavelmente, em frica, a disseminao dos seus descendentes estendeu-se a vastas reas da Europa e da sia 
Meridionais. Destes conservam apenas alguns fragmentos de fmur e mero. Mas isso basta para provar que vrias espcies de antropomorfos viviam espalhados pelo Mundo, 
h uns 10 a 15 milhes de anos, e que se desenvolveram em vrias direces, umas aproximando-se do tipo chimpanz, outras do tipo gorila ou orango.
O que poder concluir-se de tudo isso? Em primeiro lugar, que a evoluo do Homem e a do macaco esto longe de ser rectilneas. , necessrio adoptar um sistema 
de ramos partindo de um tronco comum.

b) Psicologia. - Uma das caractersticas do Homem  o seu esforo no sentido de se analisar e de melhor se conhecer. Tem-se principalmente a esperana de se poder 
aprofundar a comparao da psicologia humana, em relao  dos animais, mormente  dos antropomorfos.
Em relao aos animais inferiores, os antropomorfos tm a vantagem de serrem mais acessveis s exigncias do experimentador.
A destreza do chimpanz  notvel sob muitos aspectos. Por exemplo, quando faz a sua "toilette" d prova de preciso e delicadeza, tirando espinhos na pele e sujidades 
da pelagem, com os olhos, com os dedos, os lbios e os dentes. Quando  o caso disso e o incitam, tornar-se hbil no manuseamento de ferramentas, e outros instrumentos. 
Pode servir-se de varas para puxar para si os alimentos fora do seu alcance, e pode mesmo encabar duas varas, uma na outra, para obter o comprimento necessrio. 
Esta ltima manipulao mostra claramente que o chimpanz  capaz de fabricar um novo objecto a partir de elementos separados, aperfeioando-o em certos casos. Quanto 
 tendncia humana de se vestir ou adornar,  notvel que o chimpanz, tanto em liberdade como em cativeiro, pem sobre si um pedao de tecido, de corda ou de cip, 
colocando-os em volta do pescoo, por exemplo.
Conclui-se que a diferena entre o macaco e o Homem no deve ser atribuda  forma da mo ou do brao, mas sim  estrutura das regies cerebrais que reagem essa 
faculdade, estrutura que  mais simples no chimpanz.
Gastou-se muito tempo e pacincia a ensinar os chimpanzs a falar, mas sem resultados. Diferem do Homem as diferenas estruturais da laringe, da lngua, da boca 
e dos lbios, mas os macacos so capazes de emitir sons muito variados. Os chimpanzs tm insuficiente desenvolvimento cerebral e ausncia de um "centro de palavras". 
Os lobos frontais so muito menos desenvolvidos nos antropomorfos do que no homem, o que impede os acessos s noes abstractas e  simbolizao dos pensamentos 
pelos sons.  a razo pela qual a sua linguagem - porque lngua no falta! - no ultrapassa o nvel da linguagem animal. Os animais comunicam entre si as suas emoes 
por meio de sinais, muito bem "compreendidos" pelos seus semelhantes da mesma espcie, e indicando a agressividade, o medo, a fome, etc.
Os chimpanzs, depois de passar algum tempo com um material a mexer e a morder, conseguem pegar nesse material correctamente. O interesse que eles dedicam a estas 
atividades limita-se  ocupao que elas constituem; o resultado fica, todavia, sempre inferior aos crculos e aos quadrados que as crianas desenham.
Nos antropomorfos  pouco provvel que haja emoes recalcadas no subconsciente. O chimpanz pode excitar-se em alto grau, a propsito de muitas coisas, exteriormente 
esse estado emocional rapidamente e sem receio. A recompensa alimentar quando reduzida ou retardada, os chimpanzs mais novos sentem-se mais rapidamente frustrados 
do que os adultos, e as suas reaces ficam mais violentas ou mesmo explosivas; tm excesso de clera, podem dar urros e a defecar.
O comportamento do chimpanz  influenciado por duas caractersticas do seu temperamento: a necessidade de se entreter e a fraca capacidade de se concentrar.
O chimpanz precisa de ter qualquer coisa para fazer, quer brincando com seus companheiros, quer ocupando-se de si prprio. Mexe em qualquer objecto que esteja ao 
seu alcance. Descobre novas maneiras de comer seu alimento, deixa-o cair na boca, retoma-o e lambe-o. Em conjunto, implicam uns com os outros, provocando-se; mas 
um chimpanz sozinho no deixa de se divertir, pois inventa uma grande variedade de "brincadeiras". Fazem inmeras acrobacias, mas os indivduos mais idosos comportam-se 
mais calmamente do que os novos. Nenhuma das ocupaes dos chimpanzs dura muito tempo, devido  fraca capacidade de concentrao.
O orango e o gorila comportam-se de maneira diversa. O gorila tem um temperamento mais calmo, mais introvertido; fica longos perodos como que "absorvido pelos seus 
pensamentos"; passeia lentamente, apanhando com precauo pequenos ramos, depois retorna  posio de descanso, mantendo sempre a mesma expresso infantil, mas serena. 
Os jovens gorilas so mais expansivos, mas seu comportamento  diferente dos chimpanzs: se correm, nada os distrai, nem os objectos que se encontram na jaula, nem 
a entrada de novos companheiros; se distraem a seu modo, isoladamente.
O comportamento colectivo dos chimpanzs revela-se que so muito mais sociveis. Depois de certo tempo juntos, alguns indivduos destacam-se do grupo.
O comportamento dos gorilas  muito diferente, pois trabalham cada um s para si.
Os orangos so, como os gorilas, muito calmos e individualistas, mas actuam de modo diverso. Eles no conhecem a inactividade, mas a sua faculdade de concentrao 
 bastante superior. 
O orango fica mais tempo fazendo uma actividade do que os chimpanzs, e se por acaso no acaba actividade no mesmo dia, pouco importa, ele recomea no dia seguinte. 
Ele preocupa-se, primeiramente, com levar ao fim o seu divertimento, s depois volta-se para uma outra coisa que o possa divertir. O orango , realmente, o nico 
macaco que tem tal comportamento.
Os orangos so animais arborcolas, ao passo que os chimpanzs vivem no solo. Os arborcolas so geralmente de comportamento mais calmo; escondidos nos ramos, tm 
menos riscos de ser surpreendidos por um inimigo e podem deter-se mais tranquilamente a observar os objectos que os rodeiam. Para os que vivem no solo,  mnima 
a possibilidade de passarem despercebidos; devem manter-se sempre alerta e prestes a saltar ao menor indcio de perigo, donde a sua atitude mais tmida e agitada.
Os orangos so mais convenientes para os estudos da psicologia animal do que os chimpanzs, o que  um erro, pelas razes seguintes:
O orango  de tal modo individualista que s de m vontade se presta s exigncias do experimentador.
Os divertimentos no lhe interessam.
Os chimpanzs prestam-se de boa vontade a novas experincias. Deve-se, portanto, tirar partido disso, atenuando muito bem a sua fraca capacidade de concentrao.
No gorila, a sua "fmea tem curiosidade por tudo quanto de inslito se passa  sua volta"; vive no solo; tanto livre, quanto em cativeiro, revela to pouco interesse 
pelo meio ambiente. Pode ser porque, quando em liberdade, vive em lugares que  fcil encontrar o alimento; ou porque s conhece um inimigo: o Homem; ou ainda porque 
seu crebro no est favoravelmente para tais observaes, e nesse caso ele seria ainda mais "estpido" do que se supe.
Os termos "estpido" e "inteligente" constituram sempre um problema animal. Os antropomorfos eram mais inteligentes do que os mamferos, estes mais do que as aves 
etc. Os antropomorfos revelam uma memria mais desenvolvida do que a dos outros macacos. Um gorila  capaz de reter na memria, durante 48 horas, factos que um orango 
teria esquecido ao fim de cinco minutos.
Na natureza, os esquilos e os corvos passam a reter, por muito tempo, memria da sua reserva alimentar escondida.
Conclui-se que:
O chimpanz  capaz de utilizar, como utenslios, caixas e varas e de reunir peas preparadas para construir um novo instrumento. O orango pode fazer o mesmo. 
A maioria dos macacos vulgares no fazem nada disso.
Certos animais mostram-se particularmente industriosos quando esto no seu meio natural.
Acredita-se que a existncia de uma gradao contnua de inteligncia, desde os animais inferiores at aos macacos antropomorfos, apresenta muitas excepes.
Em ambiente natural, diferentes animais dispem de uma forma de inteligncia especializada, no que eles ultrapassam os animais superiores. Esta influncia da Natureza 
nota-se igualmente nos antropomorfos.
Os chimpanzs, os gorilas e os orangos passam a noite em leitos que eles preparam em poucos minutos, juntando ramagens. Os chimpanzs, alm disso, cobrem-se com 
uma camada de raminhos. Cada dia, eles fazem nova cama, porque percorrem, por vezes, distncias superiores a 10 quilmetros, se a sua alimentao - constituda por 
frutos e folhas - o exige.
Os antropomorfos so essencialmente vegetarianos, sem que a carne seja excluda da sua dieta. Os gorilas e os orangos comem insectos e ovos de aves. Os chimpanzs 
atacam tambm pequenos macacos, crias de antlopes e porcos bravos, que apanham de surpresa; capturam trmitas, etc.
Os filhos devem receber os ensinos de capturar e as maneiras de comerem da prpria me ou de outros membros do grupo e transmiti-lo, por sua vez, aos seus descendentes. 
A educao de um chimpanz juvenil deve, naturalmente, incidir sobre o que  comestvel e o que no . Esses chimpanzs juvenis so muito acarinhados pela me que 
mesmo os transporta at serem bastante crescidos; se lhes falta a me, uma outra fmea do grupo toma conta deles. 
A vida social dos chimpanzs difere das dos gorilas e orangos. Nos primeiros, os machos adultos e as fmeas sem filhos formam grupos ruidosos que se manifestam pelos 
seus gritos e agitao.
As mes e os filhos constituem grupos separados muito mais calmos e atentos - isto em relao com a presena dos juvenis que, apesar dos numerosos cuidados maternos, 
esto sujeitos a uma acentuada mortalidade infantil.
Os chimpanzs se exprimem por gestos. Os gorilas tm largas espduas musculosas; as mos enormes, de grandes dedos; a crista ssea da cabea, servindo de insero 
 poderosa musculatura; os olhos pequeninos e penetrantes do ao gorila um aspecto tranquilizador. Atingem, por vezes, 2 metros de altura e pesam bem 200 quilos. 
Quando o animal  perseguido, ele se transforma em verdadeira agresso. 
Nas florestas tropicais, estes animais encontram facilmente refgio, tanto mais facilmente quanto  certo que eles no so agressivos, antes se revelam muito calmos, 
comportando-se com muita ponderao, mesmo diante do perigo.
De madrugada, os gorilas no so muito dinmicos: com olhos mal entreabertos, sentam-se no leito, espreguiam-se, bocejam_ e tornam a deitar-se. Quando se levantam 
definitivamente vo logo ao "mata-bicho", que consta dos bocados mais tenros da cama em que dormiram. Mas, com apetite, do alguns passos, esgalham,  direita e 
 esquerda, um pouco de comida e depois tornam a sentar-se. Se, porm, se encontram num sitio pouco arborizado, vo embora  procura de regio mais rica. Os dias 
passam-se invariavelmente de acordo com esse programa, com excepo da sesta do meio-dia. Os gorilas deslocam-se segundo a sua fantasia, procurando frutos e folhas 
e percorrendo em mdia um quilmetro por dia na floresta. Ao fim da tarde, fazem a cama. Os machos adultos, reconhecveis pela sua crineira prateada, juntam rapidamente 
no solo folhas e ramagens, construindo um leito grosseiro; no longe, as fmeas e os filhos constrem tambm a sua cama, quer no prprio solo, quer em ramos baixos, 
nunca mais de 5 ou 6 metros de altura. Dormem nas posies mais diversas, mas que se poderiam classificar de "humanos".
Os gorilas so essencialmente terrestres, embora se desloquem como facilidade nas rvores. Esta actividade no ocupa, porm, mais do que 5 a 10% do tempo e consiste, 
quanto aos adultos, em correr sobre os ramos a quatro patas; os mais novos suspendem-se pelos braos.
Os chimpanzs soltam gritos estridentes; e os gorilas emitem grunhidos sumidos. S em casos de medo ou de agressividade gritam em voz aguda, batendo ao mesmo tempo 
com as mos no trax.
O bando de gorilas varia numericamente desde 2 a 30 indivduos, mas geralmente  constitudo por 6 a 15 animais, com um ou vrios machos, ainda novos, de pelagem 
acastanhada, e de um certo nmero de fmeas, por vezes duplo do dos machos, alguns adolescentes e outros pequeninos. Um dos machos velhos  o chefe. Todos seguem 
atentamente o que ele faz e os seus gestos, que, em geral, so sinais. O chefe no precisa ser necessariamente o macho mais velho, a fora fsica impem-se, mais 
do que a idade, para estabelecer a autoridade no bando, o que no  o caso dos chimpanzs.
O orangotango, tal como o gorila, no era conhecido nos sculos XVII e XVIII, a no ser por narrativas que misturavam a imaginao e o exagero.
O prprio nome do orangotango simboliza, de qualquer modo, esta ignorncia, porque, embora universalmente aceite, no  mais do que a combinao de duas palavras 
malaias "orang" (homem) e "outan" (floresta virgem), que foram reunidas, exteriormente, ao grupo lingustico malaio para designar este "satyro das indias".
Os orangotangos vivem na copa das rvores e s descem quando em poca de fome. Deslocam-se quer suspensos pelos braos, quer correndo em marcha quadrpede sobre 
os troncos mais grossos, quer ainda, mais frequentemente, trepando agarrando-se com ps e mos aos cips e aos ramos. Deslocam-se muito prudentemente e conservam 
sempre um forte apoio antes de saltarem para mais longe. O seu regime no  exclusivamente vegetariano: apanham insectos e ovos de aves. Com as suas potentes maxilas 
e os grandes caninos arrancam as cascas duras dos frutos ajudando com as mos, muito mais do que os gorilas e os chimpanzs. Fazem um buraco na casca, depois ampliam-no 
com os dedos, antes de tirarem a polpa com muita precauo, principalmente se o invlucro  eriado de espinhos.
Nos orangotangos, o nmero de indivduos de cada grupo  inferior ao das outras espcies, o que foi calculado a partir do nmero de camas onde dormem. So, em geral, 
associaes de trs ou quatro indivduos. Tem-se encontrado indivduos solitrios. Como no caso dos gorilas, mas de modo mais acentuado, a sua rea de distribuio 
restringe-se cada dia em virtude do clareamento por abate da floresta. Actualmente, o nmero de orangos em liberdade no ultrapassa talvez 2500 indivduos ou bem 
menos, e o seu futuro  antes, sombrio, tanto mais que o cativeiro no os favorece; apenas alguns Zoos tm conseguido mant-los. A nica esperana no respeito pelas 
leis que protegem os "maias", porque a sua extino seria uma grande perda para a investigao cientfica.


CURIOSIDADES:


["O potamochero (Potamochoerus porcus), ou porco bravo das florestas africanas, artiodctilo muito caracterstico pela suas orelhas pontiagudas."
"As lamas (Lama glama) so um motivo de permanente atraco na paisagem dos Andes. - Os Peruanos costumam adornar as orelhas dos cameldeos com pendes de cores 
garridas."
"O veado (Cervus elaphus), tem graa  nobreza, elegncia e dignidade das suas atitudes, e bem merece o ttulo de "rei dos bosques"."
"A girafa (Girafa camelopardalis), tem seu pescoo de longas vrtebras, est apta a pastar nos ramos altos das accias."
"O macho do coro ou cabrito-monts, cervdeo que, como o do Gers, tem hastes bifurcadas."
"O ocapia (Okapia johnstoni),  um animal tmido e esquivo que vive nas impenetrveis florestas do Congo."
"O biso ou bisonte da Europa (Bison banasus)  um bovdeo em vias de extino, reduzido a alguns indivduos dos Parques da polnia."
"O iaque (Jack), bovdeo de grande porte e comprida pelagem que vive na sia Central, principalmente no Tibete."
"O muflo africano (Ammotragus lerva), ao contrrio do da Sardenha, sobrevive nas regies ridas da Mauritnia e do Egipto."
"No muflo da Europa (Ovis musimon) ou carneiro selvagem da Sardenha e da Crsega, a repartio das fmeas pelos machos faz-se sem luta."
"O Cercopithecus neglectus das florestas da frica Ocidental, tem barbicha branca, quase humana."
"Um Propithecus verreauxi, lemuriano de Madagscar,  dotado de longa cauda e grande porte,  conhecido por "sifaka"."
"No "Beb-do-mato", lemuriano do gnero Galago, das florestas africanas. O nome por que  conhecido nos pases de lngua inglesa alude ao facto de o animal "chorar" 
durante a noite.
"O "ai-ai" (Daubentonia madagascariensis),  um lemuriano raro e nocturno, de tipo aberrante."
"O trsio (Tarsium spectrum), das Filipinas e Sudeste da sia,  representante da subordem (Tarsiides) e intermedirio dos Lemuride e dos Simiides.
"O macaco guariba, urrador sul-americano, cebdeo do gnero Alouatt , tem o osso dilatado a formar caixa de ressonncia"
"O uacari vermelho (Cacajao rubicundus),  frequente nas galarias florestais do Brasil, assim como o parabacu-preto (Pithecia pithecia),  outro cebdeo do Brasil, 
um dos chamados "macacos cabeludos".
"O tamarim-dourado ou mico-leo (Leontocebus leontideus rosalia),  um hapaldeo do Sul do Brasil; o tamarim-de-cabea-branca (Leontodeus saguinus oedipus), tambm 
 outro hapaldeo da Amrica do Sul."
"O Aotus trivirgatus, macaco platirrimo cebdeo 
tambm conhecido por "macaco-da-meia-noite" 
"O macaco-barrigudo (Lagothrix lagothricha),  o cebdeo brasileiro de cauda mais comprida."
"O sagui-caratinga ou sagui vulgar (Hapale jacchus),  um hapaldeo muito comum no Brasil, sobretudo no serto da Baa e Pernambuco."
"A Macaca silena, de nome indgena "uanderu", um dos ceropitecdeos mais belos do Sul da ndia e de Ceilo."
"Uma gelada (Theropithecus gelada), cinomorfo das montanhas da Etipia,  dotado de grandes suas e romeira de longos plos que lhe cobre o dorso, deixando o peito 
nu." 
"Numa cabea de chimpanz e noutra de gorila juntas, 
nota-se a expresso mais "humana" do chimpanz."
"Um gorila adulto (Gorilla gorilla), antropomorfo de grande estrutura chega a atingir 1,80 metros de altura e 200 quilos de peso."


ANIMAIS DOMSTICOS


[S no perodo neoltico comearam a aparecer, um pouco por toda a parte em que se manifestou este estado de civilizao, os animais domsticos.]
A caracterstica mais notvel da domesticao , talvez, que, de entre to numerosas espcies de mamferos e aves contemporneos do Homem, to poucas hajam sido 
domesticadas. Quanto quelas que o foram, pouco se conhece acerca das suas origens, excepto em relao a alguns raros casos. A sua histria recua aos primeiros tempos 
da civilizao humana, ou seja,  pr-histria. Assim, no podero ser formuladas mais do que hipteses em relao  suas origens.
De entre os raros animais domsticos cujos ancestrais so conhecidos, contam-se o ganso, que deriva do ganso cinzento, o galo, que  descendente do galo Bankiva 
e o furo, intimamente aparentado com o toiro da Europa, de que, indubitavelmente, representa uma variedade domstica. O tipo ancestral do cavalo desapareceu, dizimado, 
sem dvida, para obteno da sua carne ou em consequncia da competio com outros herbvoros. O co deriva, quase certamente, de um misto de ancestrais, de entre 
os quais se contam o lobo, o chacal e o co selvagem da sia.  possvel que muitos dos tipos domsticos sejam hbridos, embora esta hiptese se baseie somente em 
conjecturas.
A origem dos animais domsticos  consequncia dos efeitos da seleco artificial. O mais manifesto destes efeitos  a variao de colorao que se verifica, se 
bem que a forma, a corpulncia e mesmo o carcter (ou seja o temperamento) possa ser tambm seriamente afectados. Um pequins ou um caniche, por exemplo, poucos 
caracteres possuem que possam recordar o lobo e o chacal. Em contrapartida, se os animais domsticos so abandonados a si prprios em condies naturais, tm tendncia 
a retorcer ao cabo de algumas geraes. O gato domstico, por exemplo, do ponto de vista cientfico se encontra no limiar da domesticao, retorna facilmente ao 
estado selvagem.
Distinguem-se duas fases distintas nesta ntima associao dos animais com o Homem, denominada domesticao. Importa, distinguir, animal em cativeiro de um animal 
domstico:
Animal em cativeiro - habitua-se  presena e mesmo ao contacto com o Homem.
Animal domstico - foi submetido ao domnio do Homem para servir com finalidades diversas (trabalho, alimentao, desporto, vesturio, etc.).
Certos animais podem ser mantidos em cativeiro, outros no. Mas o simples cativeiro no  suficiente para que possa falar-se de domesticao. Para tanto,  necessrio 
que os animais de algum modo se tornem teis e que sejam capazes de manter o seu estado normal e reproduzir-se em cativeiro.
Vrios factores sobre a utilidade dos animais foram importantes para a domesticao de animais, como por exemplo: cavalos como animal de transporte, bovdeos pela 
carne e leite, carneiros pela l e carne, ces como auxlio na caa ou na guarda de rebanhos, etc.


Pombos


A totalidade das raas de pombos domsticos provm do pombo-bravo ou pombo-das-rochas (Columba livia), mas nenhuma outra ave, excepto o galo domstico, se revelou 
to plstica em domesticao, originando numerosas variedades extraordinariamente pouco semelhantes em relao ao prottipo. Algumas destas raas domsticas so 
teis, ou interessantes pela sua beleza, enquanto outras se afiguram, excepto aos olhos do amador, como verdadeiras e disformes monstruosidades. Foram criados, por 
exemplo, numerosas estirpes de pombos cujas anomalias do crnio ou do bico as tornam incapazes de alimentar os filhos, de tal modo que estes tm de ser confiados 
aos cuidados de pombos normais.
O mais clebre de todos os pombos  o pombo-correio, utilizado no transporte de mensagem em tempo de guerra ou em provas columbfilas. Criados com vista  velocidade 
e resistncia [mesmo para voo nocturno], estes pombos assemelham-se muitssimo ao pombo selvagem, se bem que possua geralmente o bico mais grosso.
O pombo ingls carrier no , actualmente, mais do que uma ave dada para exposio, no podendo servir para o transporte de mensagens, do mesmo modo que o pombo-de-leque 
ou tremedor e o pombo negro que lhe so aparentados.
Os pombos-cambalhotas so pequenas e elegantes aves, criadas para voar a grande altitude, umas por causa da faculdade que possuem de voar durante horas sem poisar 
e outras s pelas repetidas cambalhotas que executam durante o voo. Numerosas linhas foram conseguidas a partir deles.
Os pombos-de-papo-de-vento tm a faculdade de encher de ar o papo de maneira muito exagerada; alguns deles, de grande estatura e pernas compridas, so capazes de 
dar ao pescoo verdadeiro aspecto de balo.
[O pombo foi domesticado desde os mais recuados tempos histricos. Encontra-se representado nos monumentos egpcios das primeiras dinastias. Na Grcia Antiga, os 
nomes dos vencedores dos jogos olmpicos eram divulgados em todas as direces por intermdio de pombos-correio e, todos os povos utilizaram o misterioso dom de 
retorno desta ave na transmisso de notcias importantes, Hoje, a utilizao do pombo no transporte de mensagens no terminou, visto que, de todos os meios empregados 
com essa finalidade, o pombo-correio  o menos facilmente interceptvel.]


Patos e gansos


As diversas variedades de patos, so descendentes directas do pato selvagem vulgar (Anas platyrhynchos) [chamado em Portugal de pato-real], das regies lacustres 
ou pantanosas.
O pato domstico  conhecido na Europa h aproximadamente 1820 anos. Certos povos da sia eram mestres na criao de raas de plumagem de cores variadas.
O modo de vida dos patos pouco difere da das espcies selvagens. Certas variedades como o Khaki-Campbell, pem cerca de trezentos ovos durante o primeiro ano.
[O pato domstico chamado "pato-almiscarado" (que, alis, no tem almscar) tambm designado pato da Guin, da Barbaria ou da ndia, dotado de carnculas vermelhas 
entre os olhos e o bico, teve origem na espcie americana Carina moschata. No Brasil  conhecido pelos nomes de pato-do-mato, pato-criolo e gamelo.]
Os gansos foram tambm domesticados h inmeros sculos.  mais antigo, como animal da capoeira, do que a prpria galinha.
Estas aves so herbvoras e a maioria dos gansos domsticos descende do ganso-cinzento (Anser anser) com o qual, por vezes, se cruza ocasionalmente.
[A sua domesticao teria sido, alis, facilitada pelos seus costumes, pode-se afirmar-se que ela se realizou por si prpria. O ganso selvagem comum realiza, na 
poca das suas migraes, e apesar da sua potncia habitual de voo, longos percursos a p, no decorrer dos quais segue sempre a direito, sem se preocupar com os 
obstculos ou as aglomeraes humanas, se no for inquieto, aproveitando tudo o que encontra ao seu alcance para satisfazer o seu insacivel apetite. A idia de 
o conservar teria sido, portanto, desde muito cedo sugerida s populaes que se encontram no caminho das aves em migrao.]


Galos e galinhas


Os galos no so das aves mais remotamente domesticadas, eles so dos mais familiares e mais bem domesticados.
Todos os galos domsticos da Europa pertencem s variedades de galos com crista. O galo de Bankiva (Gallus gallus),  a nica espcie selvagem cujos machos cantam 
da mesma maneira que os das nossas capoeiras. Esta espcie permite o cruzamento com todos os galos domsticos europeus. Os galos de Bankiva so aves de floresta, 
que vivem de uma maneira muito retirada. Procuram os alimentos no solo e empoleiram-se, durante a noite, sobre as rvores, do mesmo modo que as galinhas domsticas 
nos seus poleiros. O galo de Sonnerat (Gallus sonnerati), galo domstico, cogita-se uma eventual paternidade do galo de Stanley ou de lafayette (Gallus lafayetti), 
mas trata-se apenas de simples conjectura.
Os avicultores fazem distino entre as raas de combate e as raas de postura. Nos castelos feudais de outrora eram tambm criados galos de rara beleza pela variedade 
da sua plumagem multicolor e que ns designaramos hoje por "aves decorativas".
Entre as raas comuns, so de destacar, duas variedades, a "Leghorn branca" e a "Rhode Island vermelha". A primeira de origem italiana e denominao inglesa do porto 
de Livorno. A "Leghorn holandesa", de tipo bastante particular, no chega a atingir dois teros da postura da variedade americana, que pe anualmente cerca de trezentos 
ovos, que so bastante mais pesados.
A segunda variedade, a "Rhode Island vermelha", foi obtida nos Estados Unidos, a partir de galinhas indgenas com galos combatentes indianos. A produo desta variedade 
 ainda menor do que a da "Leghorn holandesa", mas os ovos, porm, so ainda mais pesados do que os daquela. Em Frana citam-se as galinhas de Houdan, de Bresse, 
de Fiche, de Mans, de Nantes, de Gournay, de Barbezieux, etc.
Os perus (Meleagris gallopavo) originrios da Amrica, os paves da ndia (Pavo cristatus) e os faises da sia so galinceos explorados por alguns amadores de 
aves exticas. , no entanto, difcil classific-las todas entre as aves domsticas comuns.


Ces


No co domstico (Canis familiaris), admite-se a descendncia do lobo (C. lupus) e do chacal (C. aureus) e talvez, dos ces selvagens da sia, no como simples hbrido, 
mas em seguida ao cruzamento e mistura de descendentes de formas hbridas. Ces domsticos podem cruzar-se com os lobos ou chacais, mantendo-se fecundo os seus descendentes.
Em condies normais, o co e o lobo so inimigos mortais, e os ces mais bem ensinados podem atacar e matar um lobo em luta corpo-a-corpo. Em contrapartida, os 
lobos esfaimados matam e comem todos os ces no suficientemente fortes e corpulentos, excepto se se trata de cadelas com cio.
Em cativeiros, os lobos so to selvagens e ferozes como os lobos em liberdade. Este ser inslito pode ser criado em cativeiro e ensinado at merecer tanta confiana 
como um co domstico.
No caso do chacal, uma fmea domesticada d uma descendncia igualmente domesticada.
O Homem iniciou o cruzamento de vrias raas de ces, o que, alis, continua a fazer. A diferenciao , por vezes, muito marcada, como por exemplo, entre um pequeno 
pequins, de comprida pelagem, e um "danois", ou entre um So Bernardo e um "pincher-ano". Numerosas raas desapareceram.
[O mais bem domesticado e antigo dos animais domsticos  exactamente aquele cuja origem  desconhecida. Eleva-se a 300 o nmero de raas de ces.
Vivendo desde longnquos milnios em estreita intimidade com o Homem, o co perdeu todos os seus caracteres naturais, adquirindo outros, de molde a no se assemelhar 
estritamente a nenhuma espcie selvagem e, sobretudo, a nenhuma espcie selvagem actual.
Um facto , porm, indubitvel: o co foi o primeiro animal a ser domesticado, muito embora esta anterioridade haja sido, por vezes, contestada, atribuindo-se  
rena.]


Raas de ces (Reconhecidas pelo Clube Portugus de Canicultura)


Ces portugueses de guarda e utilidade. - Co-d'gua; C. de Castro Laboreiro; C. da Serra de Aires; C. da Serra da Estrela; Fila da Terceira; Rafeiro do Alentejo.
Ces estrangeiros de guarda e utilidade. - 1. Ces de gado e ces de Pastor (Bergamasco; Bobtail; Co de Gado Alemo; C. de Gado das Ardenas; C. de Gado da Flandres; 
C. de Gado Suo; C. de Pastor Alemo; C. de Pastor Argelino; C. de Pastor Australiano; C. de Pastor de Beauce; C. de Pastor Belga; C. de Pastor de Brie; C. de Pastor 
Catalo; C. de Pastor Holands; C. de Pastor Hngaro; C. de Pastor Iliriano; C. de Pastor Italiano; C. de Pastor de Languedoque; C. de Pastor Ricardo; C. de Pastor 
dos Pirenus; C. de Pastor Russo; Collie; Shetland; Welsh Corgi). 2. Ces Spitz de utilidade (Co Esquim; C. Spitz Finlands; C. Spitz Gronelands; C. Spitz Irlands; 
C. Spitz Lapo; C. das Vilas da Noruega; Elkound; Keeshond; Samoieda; Grande Lulu). 3. Outras raas e variedades (Boxer; Buldogue; Bull-Mastiff; Co da Ilha de Ohu 
Qloc; C. de Presa Espanhol; C. de So Bernardo; C. da Terra Nova; Dobermann; Dogue Alemo ou Mastim Dinamarqus (Grand-Danoi); Doghe de Bordus ou Mastim Belga; 
Mastim Espanhol; Rhodesian Ridgeback; Schnauzer).
Terriers. - Airedale; Australian; Bedlington; Border; Bull; Carn; Dandie Dimmont; Fox; Irish; Kerry Blue; Lakeland; Manchester; Norwich; Scottish; Sealyham; Skye; 
Staffordshire Bull; West Higland White.
Ces de levante e corso. - 1. Raas portuguesas (Podengo portugus). 2. Raas estrangeiras (Franceses: Do Alto Poitou; De Arige; Artesiano-Normando; Azul de Gasconha; 
Baixote Artesiano; Baixote Azul Gasco; Baixote Fulvo Breto; Baixote Griffon de Vendeia; Baixote de Vendeia; De Billy; De Chambray; Gasco de Saintonge; Griffon 
Azul Gasco; Griffon Niverns; Griffon de Vendeia; De Levesque; Normando do Poitou; Porcelana. Britnicos: Basset-Hound; Beagle; Foxhound; Harrier; Otterhound. Diversos: 
Alemo; Bvaro; Hanoveriano; Austraco; Trols; Basenji; Bloodhound; Finlands; Italiano; Suo; Sueco; Jogoslavo).
Ces de parar. - Raas portuguesas (Perdigueiro portugus). 2. Raas estrangeiras: (Franceses: Braco de Arige; B. de Auvergne; B. de Bourbonnais; B. Dupuy; B. Francs; 
B. Saint-Germain; C. de gua; Epagneul Azul Picardo; E. Breto; E. Francs. E. Picardo; E. de Pont-Audemer; Griffon. Alemes: Braco; Epagneul; E. Wachtelhund; Munterlaner. 
Diversos: Pachom Navarro; Perdigueiro de Burgos; Burgos; Braco Italiano; Griffon-Spinone; Braco Belga; Braco Hngaro.
Ces britnicos de caa a tiro. - 1. Pointer e Setters (Pointer: Setter Escocs Setter Ingls; Setter Irlands. 2. Retrievers e Spaniels (Retrievers: Golden; do 
Labrador; da Baa de Chesapeake. Spaniels: Clumber; Cocker Field; Irish Water; Springer English; Springer Welsh; Sussex).
Galgos. - Afegane; rabe; Maiorquino; Escocs; Espanhol; Ingls; Irlands; Persa; Russo; Whippet.
Baixotes alemes. - Dachshund ou Teckel; Dachsbracke; Dachsbracke da Vesteflia.
Ces de luxo. - Bichon: Bolonhs; Havans; Malts; Plo Encaracolado. Caniches Epagneuls Anes: Continental (Papillon); Britnicos; Japons; Manchu; Pequins; Tibetano. 
Terries: Black-and-Tan; Boston; Bull; Hollandse Smoushond; Lhassa; Yorkshire. Diversos: Affenpinscher; Buldogue; Co da Dalmcia; Carlin; Chihuahua; Chow Chow; Galguinho 
Italiano; Griffon; Lulu de Pomernia; Pinscher; Schipperke; Schnauzer Ano.


Gatos


O gato foi, certamente, o ltimo de todos os animais domsticos a ser domesticado e aquele que, em menor escala, perdeu os seus caracteres naturais, sendo ainda 
hoje parcial a sua domesticao.
A origem exacta do gato  desconhecida. Trs espcies podem estar relacionadas com o ancestral dos gatos actuais. O gato selvagem da Europa (Felis sylvestris), habita 
nas florestas europeias. No entra em linha de conta como ancestral directo dos gatos domsticos, j que de nenhum modo pode ser domesticado, exigindo, na melhor 
das hipteses, um cruzamento com o gato domstico.
[A variedade de raas de gatos que compartilham nossas casas parecem no ser descendentes directos do gato selvagem europeu.
Sendo o nico entre todos os animais domsticos que, no estado livre, no vive em grupos, mostrando-se extremamente pouco socivel, ele manifesta em relao ao Homem 
sentimentos verdadeiramente afectivos, mas mantendo, ao mesmo tempo, grande independncia.]
Mais importante, na linha dos gatos domsticos,  o gato da Nbia (Felis ovreata), perfeitamente domesticado,  utilizado no combate aos ratos. O gato das estepes 
(Felis manul) que deve ser considerado como o ancestral das raas domsticas asiticas.
A espcie Felis cattus da Europa, chegou a transportado por marinheiros, muito antes da ocupao das Amricas.
Contam-se actualmente mais de trinta raas de gatos domsticos. Alguns possuem pelagem comprida, como o Angora e os Persas, muito embora a maior parte tenha plo 
curto, e cauda comprida. H, porm, gatos de cauda truncada, e existem, alis, gatos totalmente desprovidos de cauda. Os olhos dos gatos, tal como sua pelagem, podem 
apresentar tonalidades diferentes. Os gatos de pelagem curta das raas siamesa, birmana e abissnia tornaram-se populares no Ocidente.
O gato  um animal nocturno; a sua viso  excelente na penumbra e a audio  muito melhor do que a do Homem. Possui notvel instinto de retorno e poder de concentrao, 
superior ao de qualquer outro animal.
Uma particularidade dos gatos, alm do seu caracterstico ronrom,  a de que, ao carem, atingem o solo sempre em posio normal, isto , sobre os membros, faculdade 
que est relacionada com a constituio dos canais semicirculares do ouvido. Os homens de cincia continuam a estudar sistematicamente o gato, mas  duvidoso que 
algum dia consigamos saber tudo deste carinhoso e misterioso animal.


Coelhos


A criao de coelhos representa um trabalho amador, cuja obteno de bons resultados pessoais.
[Em face da facilidade com que o coelho se multiplica e com que as suas formas domsticas retornam ao estado selvagem, readquirindo rapidamente o seu aspecto selvagem, 
poder-se-ia acreditar que este animal teria vivido sempre em toda a Europa e que teria sido suficiente capturar alguns espcimes para lhe assegurar a domesticao.]
Conhecem-se actualmente 50 raas (coelho gigante da Flandres, coelho holands, coelho angora, coelho chinchila, etc.), derivadas todas do coelho selvagem da Europa 
(Orycolagus cuniculus), originrios das regies ocidentais do Mediterrneo. Em todas as outras regies da Europa, os coelhos existentes foram importados. Na Alemanha, 
os coelhos somente foram domesticados a partir da Idade Mdia.
A notvel capacidade de reproduo dos coelhos, causa verdadeiros desastres quando da sua importao em regies em que alteraram o equilbrio biolgico.
[Acredita-se que o coelho introduzido na ilha de Porto Santo teria formado ali uma raa distinta, em virtude da insularidade, no crnio desse coelho observou-se 
aumento da capacidade craniana e consequente reduo da face, em relao ao coelho bravo continental.]


Cavalos


O cavalo (Equus cabalhus)  o animal domstico mais apreciado pela sua robustez, resistncia fsica, docilidade e aptido de ensino.
O cavalo somente foi domesticado cerca de 300 anos antes de Cristo, na China, 2000 no Egipto e apenas na Idade do Bronze (1700 a 650 anos antes de Cristo.) na Europa 
Ocidental.
Conhecem-se actualmente numerosas raas de cavalos, distinguindo-se geralmente dois grupos: 
Oriental (raas rabe, persa, berber e espanhol) - so mais pequenos, esbeltos, rpidos e inteligentes do que os outros cavalos. So essencialmente cavalos de sela. 
O mais representativo  o cavalo rabe: forma harmoniosa, trote elegante, temperamento vivo.  um verdadeiro animal de deserto que, transplantado para outras regies, 
degenera rapidamente. Desempenhou importantssimo papel no desenvolvimento dos puros-sangues ocidental. A origem do puro-sangue ingls encontra-se em cruzamentos 
efectuados, nos sculos XVII e XVIII, entre cavalos ingleses e cavalos rabes importados. Embora os rabes houvessem iniciado muito tarde a criao de cavalos (aproximadamente 
350 anos antes de Cristo), souberam seleccionar, em pouco tempo, animais rpidos, perfeitamente adaptados  corrida, resistentes e de elegncia sem paralelo.
O cavalo persa assemelha-se bastante ao rabe e pode ser considerado o seu ancestral.  tambm um cavalo de linha elegante e sbria.
Ocidental (as raas francesas como a bolonhesa, bret, ardenesa, camarguesa, corsa; as raas belgas como o condrusiana, flamenga, "hennuyre", etc.; as raas inglesas 
com o puro-sangue, "hackney", "grande cavalo preto", etc.); as raas argelianas, ibricas e outras.
Quanto  origem do cavalo, acredita-se que descende possivelmente de vrias estirpes, entre as quais o cavalo selvagem que vivia na Europa na poca glacial. O grande 
cavalo das florestas (Equs caballus robustus) teria contribudo para a formao do cavalo domstico.
O cavalo selvagem da Monglia (Equus caballus przewalski) e o Tarpan (Equus caballus gmelin), hoje completamente extinto, seriam igualmente ancestrais dos cavalos 
actuais.
Os cavalos dos Germanos, seriam muito provavelmente "tarpans" Os cavalos selvagens da Amrica, no so verdadeiros cavalos selvagens, como, alis, o testemunha a 
sua comprida crineira, sinal caracterstico de domesticao. [ H vestgios vivos da existncia de um cavalo primitivo em Portugal, representado pelo cavalo zebrado 
na parte inferior dos membros.]


Burros


Os burros pertencem a numerosas espcies, principalmente do gnero Asinus; assemelham-se ao cavalo, mas so menos corpulentos. Caracterizam-se tambm pelas compridas 
orelhas, crineira muito reduzida e pelagem mais curta na cauda. Os burros selvagens, de que existem espcies na frica e na sia (estes ltimos pertencem a gnero 
Hemionus), so animais de hbitos gregrios, vivos, astutos e rpidos. No possuem as calosidades, denominadas "castanhas", nos membros posteriores.
Quanto ao Djigutai, ou Heminio da Monglia e do Kiang, ou Heminio do Tibete, o primeiro  relativamente pouco conhecido, ao passo que o segundo  conhecido de 
todos aqueles que hajam viajado no Nordeste da ndia. O onagro ou "ghour", ou Heminio da ndia, que se encontra desde a Prsa  ndia, tornou-se actualmente muito 
raro. Quanto ao Hemipo, ou Heminio da Sria, o mais pequeno de todos os equdeos, j que no mede mais do que um metro no garrote. Os Hemnios possuem caracteres 
comuns ao cavalo e ao burro. O Djigutai e o Kiang so aproximadamente intermdios entre os dois tipos, enquanto que o onagro se aproxima mais do burro, e o Hmipo 
do cavalo. Estes animais so designados burros selvagens.
O burro domstico, considerado geralmente smbolo de teimosia e de estupidez,  um animal paciente e possuidor de considervel resistncia. E, em boa verdade, ele 
est muito longe de ser estpido.
O burro domstico  originrio do Mdio Oriente e deriva do burro selvagem africano (Asinus asinus).
No muar eguario, hbrido do burro e da gua, as orelhas compridas e a cauda tufosa na extremidade, prprias do burro, encontram-se combinadas com a corpulncia 
e fora do cavalo. O muar asneiro  um hbrido do cavalo e da burra. Mais pequeno do que o anterior,  muito mais raro. A esterilidade destes animais, provenientes 
do cruzamento do cavalo e do burro, demonstra que o burro selvagem no figurou os ancestrais do cavalo domstico.


Bovdeos


Os bovdeos so dos animais domsticos mais teis para o Homem. Para alm dos produtos leiteiros, fornecem-lhe a carne e o couro. Neste vasto grupo de animais, distinguem-se 
dois tipos estreis entre si - os bois e os bfalos.
As raas de bois so muito numerosas. Algumas so pouco seleccionadas, como as raas da Europa Oriental e da sia, enquanto outras sofreram forte especializao, 
quer para a produo de carne, quer para a de leite, etc.
O boi domstico da Europa (Bos taurus), descende de uma espcie hoje desaparecida: o auroque ou urus (B. primigenius) [de certo em relao s raas de cornos grandes, 
mas quanto s de cornos curtos e grossos, a ascendncia deve situar-se no Bos brachyceros, j criado pelo Homem das palafita]. O auroque era um grande e macio animal, 
com cornos compridos e dorso horizontal. Todos os bois da Europa derivados desta espcie encontravam-se j domesticados no decorrer dos tempos pr-histricos.
O zebu (B. indicus), possui uma bossa constituda por reservas de tecido adiposo,  de tipo completamente diferente e descende, indubitavelmente, de uma pequena 
espcie tropical. Os zebus so particularmente bem adaptados  vida em clima tropical, aos quais o gado europeu dificilmente resiste.
Na Birmnia e em Assam, o gayal (B. frontalis)  um decente, em cativeiro, do gaur ou bisonte indiano (gaurus).
No Tibete e na China existe o iaqu (Poephagus grunniens), quer no estado selvagem, quer no domesticado.
Os bfalos distinguem-se pelas grandes orelhas, pelo focinho largo e pelos poderosos cornos. De origem tropical, adaptam-se facilmente noutras regies, desde que 
possam banhar-se quotidianamente. A sua fora torna-os muito teis como animais de traco, embora a produo de leite no seja muito elevada. Encontram-se raas 
de bfalos em frica, na sia, assim como na Europa Meridional.


Carneiros e cabras


O carneiro domstico actual (Ovis aries) , provavelmente, resultante de cruzamento entre os descendentes domsticos do muflo de Vigne ou Urial (O. vignei) e do 
muflo mediterrneo (O. musimon). Um carcter particular do carneiro domstico  a sua pelagem lanosa muito espessa, que no se encontra em nenhum carneiro selvagem 
muito embora certos carneiros domsticos dos pases quentes possuam pelagem de plos no lanosos.
Os carneiros de frica e do Prximo Oriente so pequenos e de colorao escura; assemelham-se s cabras pela conformao geral, no possuindo, porm, nem barbicha 
nem o odor forte do bode. A cabra domstica derivaria, pelo menos parcialmente, de uma raa selvagem existente: o egagro (Capra hircus aegagrus).
[Na cabra, a domesticao modificou-se bastante menos, retornando to facilmente  vida selvagem quanto o carneiro o  incapaz de fazer.]


Porcos


Se o porco  tomado como smbolo de imundcie, o Homem  verdadeiramente o nico responsvel.
Os nossos antepassados pr-histricos transformaram o vivo e corajosos javali num animal domstico, que, ao cabo de geraes sucessivas de cruzamentos e de seleces, 
se revelou um animal adiposo e desproporcionado, de corpo pesado e membros curtos. O porco no  necessariamente um animal imundo: tudo depende dos mtodos de explorao.
Uma reminiscncia ancestral do porco domstico  representada, ocasionalmente, pela pelagem raiada dos bcoros, carcter frequente na espcie selvagem.
O suno domstico, como mais nobremente se denomina o porco,  explorado somente pela sua excelente carne. , com efeito, um animal precioso do ponto de vista de 
indstria de salsicharia. Todas as partes do corpo, incluindo as vsceras, so comestveis. De criao rpida e fcil, o porco alimenta-se de toda a espcie de resduos 
alimentares, mas de preferncia de bolotas, castanhas e batatas.
[Em face ao eclectismo da alimentao dos sunos, das suas qualidades de assimilao e prodigiosa fecundidade, compreender-se- que a idia da domesticao do porco 
selvagem ter sido sugerida ao Homem com a finalidade de conseguir ptima fonte alimentar, assegurada sem fadiga.
O porco de uma dada regio entroncaria directamente no javali dessa regio. o cruzamento dos dois animais, descendentes fecundos, e tambm de que, em liberdade, 
os porcos domsticos retomam mais ou menos rapidamente o aspecto e os hbitos dos seus correspondentes selvagens.
Existem no Mundo tantas formas intermedirias entre o porco propriamente dito e o javali que dificilmente se poder garantir qual dos dois ser o seu ancestral. 
Os povos da sia conduziram logicamente com eles nas suas migraes as espcies dos seus pases, modificadas j pelo cativeiro e explorao.  mais do que provvel, 
portanto, que essas espcies hajam cruzado com as dos pases atravessados. Mas, se  assim possvel atribuir a uns e outros um parentesco directo, torna-se mais 
difcil precisar qual prioridade e, ainda menos, o exclusivo.]


CURIOSIDADES:


"A principal caracterstica do gato Persa so os grandes olhos circulares e o plo comprido e sedoso."
"A criao de pombos  um passatempo: desde o Egipto dos faras que se pratica em larga escala"
"De entre os progressos da avicultura contam-se os dispositivos, devidamente climatizados, prprios para explorao industrial dos galinceos, como, por exemplo, 
as baterias metlicas, a temperatura constante, para instalao de pintos nas primeiras idades, e os recintos espaosos, como comedouros e bebedouros, quer para 
os pintos mais crescidos quer para os frangos, separadamente. Tais condies fazem diminuir o ndice de mortalidade, no obstante a despesa inicial um pouco elevada."
"Os minsculos Yorkshire Terriers, so ces muito apreciados como animais de companhia."
"O co da Serra da Estrela,  o inseparvel companheiro do pastor e guarda vigilante dos rebanhos"
"O perdigueiro portugus, disperso por todo o territrio metropolitano de Portugal, principalmente nos grandes centros populacionais, onde so numerosos os caadores 
seus proprietrios."
"O Boxer,  um dos ces estrangeiros mais estimados em Portugal pela sua docilidade e pelo seu temperamento vivo e corajoso."
"Um simples gatinho, pode demonstrar bem expressos os sentimentos verdadeiramente afectivos do animal em relao ao Homem." 
"A criao de Coelhos domsticos  praticada em larga escala na Europa e na Austrlia."
"Um puro-sangue ingls  um cavalo notvel pela beleza e harmonia das suas formas."
"A criao de bovinos est muito difundida por quase todo o Mundo."]

Fim do oitavo volume
